Sionismo

Exército de Israel censura notícia que expõe o suporte israelense aos terroristas na Síria

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As forças armadas israelenses (em inglês IDF) passaram a censurar notícias sobre o fato de Israel fornecer armas e suprimentos para grupos terroristas na Síria. O jornal Jerusalem Post foi notificado pelo sensor militar israelense e teve que remover sua matéria intitulada “IDF Confirms: Israel Provided Light-Weapons To Syrian Rebels” (IDF confirma: Israel forneceu armas leves aos rebeldes sírios).

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No entanto, a notícia que trata sobre a transferência de quantias significativas de dinheiro, armas e munições para terroristas no sul da Síria ainda está disponível nos resultados de pesquisa do Google – contudo quando clica-se na matéria, aparece uma mensagem de erro dizendo que a página já não está mais disponível.

O apoio recebido pelos terroristas por Tel Aviv se dá com a “Operação Bom Vizinho”, que Israel descreve como sendo apenas uma missão humanitária focada em fornecer aos sírios “comida, roupas e combustível”.

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Este incidente demonstra mais uma vez que são falsas todas as alegações de Tel Aviv de não estar envolvido no conflito em curso na Síria.

Mais ameaças à Síria no caso de supostos ataques químicos

O chefe da equipe de defesa da França, François Lecointre, declarou em 6 de setembro que as forças francesas estão prontas para atacar a Síria mais uma vez se armas químicas forem usadas durante a próxima batalha de Idlib.

“Estamos prontos para atacar se as armas químicas forem usadas novamente”, disse a principal autoridade militar à mídia local. “Eles podem ser realizados em nível nacional, mas é de nosso interesse fazê-lo com o maior número possível de parceiros.”

Também no dia 6 de setembro, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou que o Pentágono não tem informações de inteligência sugerindo que os terroristas sírios sejam capazes de realizar um ataque químico. Assim, se tal ataque for encenado, os EUA e seus aliados não investigarão o incidente pois  já  partirão da premissa que o governo de Damasco será culpado.

Os membros do Estado Islâmico realizaram vários ataques contra posições do exército sírio na margem ocidental do Eufrates. De acordo com fontes pró-governo e pró-Estado Islâmico, várias soldados do exército sírio e terroristas foram mortos nos confrontos. No entanto, o Estado Islâmico não conquistou nenhuma posição.

Fontes locais dizem que o ataque foi realizado para tirar a atenção do exército sírio da área de al-Safa e da região ao sudeste da cidade de Deir Ezzor. Uma fonte da 11ª Divisão do exército sírio disse ao portal SouthFront que as tropas do governo estão atualmente reforçando suas posições em torno do deserto de Homs. O objetivo é limitar as capacidades do Estado Islâmico de realizar ataques a partir desta área contestada.

De acordo com fontes pró-turcas, um total de 170 membros das Unidades de Proteção do Povo Curdo (PKK) foram “neutralizados” pelas Forças Armadas Turcas, na Turquia, norte da Síria e norte do Iraque. Em agosto. As forças lideradas pela Turquia também detiveram cerca de 253 suspeitos nas operações anti-PKK na Turquia. 70 deles detidos sob custódia.

Apesar dessas alegações, o exército turco e seus representantes ainda não conseguiram eliminar a insurgência dos combatentes curdos do YPG na área de Afrin, no norte da Síria, capturada pelas forças lideradas por Ancara no início deste ano. Células do YPG realizam ataques às forças turcas lá com alguma constância.

Referência:

Veterans Today

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Terrorismo

“Al-Qaeda está do nosso lado na Síria”, diz e-mail enviado à Hillary Clinton por assessor

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Alguns e-mails vazados que foram enviados à Hillary Clinton por seu assessor político, Jake Sullivan, revelaram o que já estava claro: a Al-Qaeda está do lado dos Estados Unidos na Síria,  na luta para derrubar Assad.

A aliança entre os terroristas e os Estados Unidos, na Síria, foi assunto de dois e-mails enviados a Hillary no dia 12 de fevereiro de 2012.

O segundo e-mail é mais revelador, onde Sullivan expõe claramente a Hillary – “Veja o último item – AQ (Al-Qaeda) está do nosso lado na Síria. De outra maneira, as coisas têm basicamente ocorrido como esperado.”

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Quando Sullivan pede a Hillary Clinton para se atentar ao último item, ele se refere ao último item do e-mail anterior que trata de um líder da Al-Qaeda, chamado Al-Zawahiri, pedindo apoio dos muçulmanos da Turquia e do Oriente Médio a ajudarem as forças rebeldes da Síria contra Assad.

“AL-ZAWAHIRI EXORTA O APOIO MUÇULMANO PARA OPOSIÇÃO (U)

O líder da Al-Qaida, al-Zawahiri convocou muçulmanos na Turquia e no Oriente Médio para ajudar as forças rebeldes em sua luta contra os apoiadores do presidente sírio Assad, em uma gravação de vídeo interna. Al-Zawahiri também incitou o povo sírio a não confiar na AL (Arab League), Turquia, ou nos Estados Unidos para ajuda”

De fato foi o que ocorreu desde então, Turquia, Estados Unidos e os principais países da Liga Árabe – como Arábia Saudita e Qatar – ajudaram e ainda ajudam os terroristas na Síria na tentativa de derrubar Bashar al-Assad, em uma guerra onde mercenários são usados para intervir e desestabilizar um país que era soberano.

Referência:

Wikileaks

 

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Geopolítica

Emails revelam ligação entre ministro da Turquia – genro de Erdogan – e Estado Islâmico, diz Wikileaks

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Milhares de emails vazados provaram que o ministro de energia e recursos naturais da Turquia, Berat Albayrak – genro do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan – tem ligações e faz negócios no ramo petrolífero com o Estado Islâmico.

A Wikileaks divulgou cerca de 56 mil emails mostrando ligações e negociações de Berat Albayrak com a Powertrans, empresa petrolífera que detém o monopólio dos campos de petróleo, rodovias e ferrovias, das áreas controladas pela Estado Islâmico na parte curda do Iraque. Albayrak já negou no passado ter qualquer conexão com a Powertrans, mas os emails foram a comprovação que faltava.

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A Powertrans têm sido constantemente acusada de facilitar o escoamento de petróleo, proveniente do Estado Islâmico, vindo dos campos do Iraque para a Turquia.

Julian Assange, fundador da Wikileaks, justificou o vazamento dos emails citando à repressão de Erdogan contra a mídia – “O povo da Turquia precisa de uma mídia livre e uma internet gratuita. Os esforços de contra-golpe do governo foram bem além de seu propósito de proteger o estado e agora são usados principalmente para roubar ativos e eliminar críticos”, disse Assange.

Berat Albayrak, além de genro de Erdoğan, é um dos indivíduos mais poderosos da Turquia e é visto como alguém que está sendo preparado para ser o sucessor de Erdogan. O presidente linha dura tem consolidado seu controle do poder através da implementação de medidas de emergência ao prender milhares de jornalistas, ativistas e acadêmicos na esteira de um fracassado golpe militar que foi tentado em julho.

Acusações da ligação entre Turquia e Estado Islâmica é antiga

Vale lembrar que em 2014, a repórter da do canal iraniano Press TV, Serena Shim, morreu em um acidente suspeito na fronteira da Síria com a Turquia, dias após registra em vídeo o exército turco facilitando a entrega de armas e mantimentos aos terroristas do Estado Islâmico.

Já em dezembro de 2015, fontes próximas ao Estado Islâmico confirmaram que Ankara fornece aos terroristas armas e munições por meio de corredores no Qatar, sendo que também o petróleo vendido pelos terroristas para a Turquia segue pelo mesmo canal.

“O Estado Islâmico vende regularmente petróleo cru iraquiano e sírio para a Turquia através de intermediários no Qatar”, disse o jornal Al-Akhbar, de língua árabe, citando fontes anônimas dentro do Estado Islâmico.

As fontes reiteraram que a Turquia também vendeu parte do petróleo que comprou do Estado Islâmico por um preço bem barato para alguns países do Leste Europeu.

Também em 2015, o ex-deputado do maior partido da oposição da Turquia, Mehmet Ali Ediboglu, citou que os negócios da família Erdogan giravam em torno de comercializar ilegalmente petróleo com o Estado Islâmico, em entrevista concedida ao Sputnik (clique aqui). O entrevistado sublinhou especialmente que o petróleo proveniente da Turquia chega a Israel, de onde é distribuído para mundo – da região turca de Ceyhan, o petróleo segue para Israel, EUA, Itália, França, Alemanha e Holanda.

Mehmet Ali Ediboglu pontuou também que não só os terroristas do Estado Islâmico praticam esta atividade criminosa, mas também a oposição armada síria (conhecidos como rebeldes moderados) e a Frente al-Nusra, afiliada da Al-Qaeda.

“A única via usada pelos vários grupos terroristas para fornecer o petróleo ao mercado internacional passa pela Turquia”, expôs o deputado.

Por fim, os emails também ofereceram a oportunidade de se observar a estreita relação entre o Sr. Albayrak e Mehmet Ali Yalcindag, este último parceiro de negócios do novo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Referências:

Fars News Agency

The Independent 

 

 

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Síria

Oficiais israelenses, americanos, britânicos, sauditas e turcos morrem após ataque russo a centro de comando do Estado Islâmico

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Três mísseis Kalibr disparados por navios da marinha russa destruíram um centro de comando do Estado Islâmico na região de Aleppo, na Síria, matando cerca de trinta oficiais, israelenses, britânicos, americanos, turcos, catares e sauditas. Tais oficiais dirigiam operações ao lado de grupos terroristas na região.

É importante frisar que de todos os países na Síria, apenas Rússia e Irã estão atuando legalmente pois ambos operam a pedido do presidente Bashar al-Assad.

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Quem primeiro noticiou foi a agência russa Sputnik por meio de sua filial que faz publicações na língua árabe – “Os navios de guerra russos dispararam três mísseis Kalibr em uma sala de operações de coordenação de oficiais estrangeiros, na região Dar Ezza, na parte ocidental de Aleppo próximos à montanha Sam’an, matando 30 oficiais israelenses e ocidentais,”

A sala de operações foi localizada na parte ocidental da província de Aleppo no meio da montanha Sam’an e em cavernas antigas. A região está nas profundezas de uma cadeia de montanhas.

Como já citado, oficiais dos Estados Unidos, Turquia, Arábia Saudita, Catar e da Grã bretanha também foram mortos, juntamente com oficiais israelenses. Os oficiais estrangeiros que foram mortos na sala de operações estavam dirigindo os ataques dos terroristas em Aleppo e Idlib.

Nos últimos dias a força aérea americana atacou e matou mais de 60 soldados do exército sírio

Vale lembrar que há menos de uma semana a força aérea dos Estados Unidos atacou posições do exército sírio matando ao menos 62 soldados das forças de Assad. Simultaneamente o Estado Islâmico se aproveitou do ataque e ganhou territórios e boa posição de artilharia em Deir ez-Zor. A Rússia convocou uma reunião no conselho de segurança da ONU para acusar os Estados Unidos de estarem ajudando o Estado Islâmico na Síria. Já o Comando Central do exército americano disse que o ataque não passou de um erro. Entretanto ficou claro que os Estados Unidos e seus aliados fazem de tudo para enfraquecer Assad e suas tropas de maneira deliberada.

Os avanços do exército sírio

Um fonte revelou que no começo de setembro, as unidades do exército sírio lançaram um ataque preventivo contra os terroristas da chamada Sala de Operações de Allepo em suas bases próximas a estrada de Castello ao norte de Aleppo e nas fazendas de Mallah, frustrando assim seus planos de atacarem rotas de abastecimento da região.

A fonte disse que unidades de artilharia do exército atacaram as beses dos terroristas perto de fazendas em Castello e Mallah em Zahra Abdo Rabá, Kafar Hamra e Hurayatyn, ferindo e matando dezenas de militantes.

Além disso, a força aérea síria atacou a rota de abastecimento no Norte de Aleppo que vai em direção a Hayyan e Adnan, bem como as estradas de abastecimento a oeste de Aleppo que vão para o norte, alem de quebraram os comboios terroristas em al-Aratab, Urom Kobra e Ma’ara al- Artiq forçando muitos deles a fugirem para as fronteiras turcas.

“Um número de armazéns principais de Khan Touman estão agora sob o controle do exército sírio”, finalizou a mídia de língua árabe.

Referências:

Fars News

Réseau International

 

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Sionismo

Força aérea israelense ataca exército da Síria na região das colinas de Golã

Se Israel convive pacificamente com os terroristas do Estado Islâmico nas fronteiras das colinas de Golã – como noticiou Panorama Livre – o mesmo não pode se dizer em relação ao Exército Sírio. A força aérea israelense disparou dois mísseis na direção das posições defendidas pelo exército sírio de Bashar al-Assad na noite desta segunda-feira (25).

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Segundo uma fonte militar, os mísseis israelenses erraram os alvos localizados na cidade de Ba’ath. Os helicópteros israelenses atacaram posições da artilharia (morteiros) do Exército Árabe da Síria em Ba’ath porque de acordo com relatórios anteriores vários morteiros teriam sido disparados na parte ocupada por Israel nas colinas de Golã.

No entanto, o Exército Árabe da Síria negou ter disparado morteiros para a parta ocupada por Israel em Golã. Além disso, o exército sírio acusou os rebeldes jihadistas da Jabhat Al-Nusra (braço sírio da Al-Qaeda) de desencadear uma resposta violenta aos militares israelenses.

No passado, os rebeldes jihadistas usaram sua presença na fronteira com Israel como uma maneira de instigar um confronto violento entre os exércitos de Israel e da Síria. Vale lembrar que inúmeros jihadistas que hoje levam terror a Síria já foram flagrados com armas vindas de Israel, Estados Unidos, Reino Unido, Turquia, França e até mesmo Romênia.

Em janeiro, o ministro da defesa de Israel declarou que prefere o Estado Islâmico ocupando a Síria no lugar do Irã – este último aliado de Bashar al-Assad. Curiosamente os inimigos de Israel são os mesmos do Estado Islâmico: Irã, Assad e Hezbollah. Novamente Israel parece estar protegendo o Estado Islâmico das forças de Assad.

Referência: Al-Masdar News

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Guerra

Brigada do Azerbaijão que integrava Estado Islâmico abandona Síria para lutar em Nagorno-Karabakh

A Brigada do Estado Islâmico composta por soldados do Azerbaijão deixou a Síria para se juntar aos compatriotas na guerra em Nagorno-Karabakh, entre Azerbaijão e separatistas apoiados pela Armênia. A Brigada que contém algumas centenas de soldados azeris (quem nasce no Azerbaijão) seguiu em direção a região do novo conflito pela Turquia.

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Os combatentes do Azerbaijão causaram um grande escândalo no acampamento do Estado Islâmico em Raqqa; após a debandada, já que os terroristas islâmicos têm atitudes extremamente rígidas com aquilo que consideram má conduta, especialmente após as seguidas derrotas e os recentes sucessos militares das forças do governo sírio.

Esta não foi a primeira debandada dos azeris – os terroristas do Estado Islâmico já acusaram seus colegas do Azerbaijão de traição no passado quando, em janeiro de 2015, por exemplo, os islâmicos executaram o comandante de campo Siraj Azeri depois de pegá-lo espionando.

Durante a guerra na Síria, cerca de uma centena de cidadãos do Azerbaijão foram mortos. Tais números foram fornecidos pelas agências de mídia oficiais da República da Transcaucásia (região composta por Armênia, Geórgia e Azerbaijão). Na realidade, este número pode ser muito maior.

O conflito em Nagorno-Karabakh

Vale lembrar que o conflito em Nagorno-Karabakh se intensificou no dia 2 de Abril. Os representantes da NKR (República do Nagorno-Karabakh) não reconhecida, o Ministério da Defesa da Armênia e oficiais de segurança do Azerbaijão relataram bombardeios e confrontos.

Segundo a ONU, 33 pessoas já foram mortas durante o conflito na República separatista, e cerca de 200 ficaram feridas. Os separatistas são armênios étnicos – apoiados pela Armênia – que vivem no Azerbaijão e que desejam autonomia.

Referências:

Tvzvezda

Fort Russ

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Entrevista

Bashar al-Assad cita colaboradores do terrorismo e não crê em federalismo para Síria

O presidente da Síria Bashar al-Assad concedeu uma entrevista nesta quarta (30) à agências russas RIA Novosti e Sputnik. Entre alguns pontos salientou que a Síria não está pronta para o federalismo e acredita que se for colocada tal pauta para votação o povo sírio não aprovaria.

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Na entrevista Assad destacou também o apoio russo e de outros aliados dados a Síria e que o avanço do regime sírio em deter os inimigos só vai acelerar a solução dos problemas internos do país.

O presidente também disse que o terrorismo na Síria e Iraque é apoiado pela Turquia, Arábia Saudita e também por algumas potências europeias como França e Grã-Bretanha, enquanto outros países se comportam como transeuntes e curiosos, afirmando que as sanções ocidentais impostas à Síria são uma das causas do grande fluxo de emigração que se abateu na Europa.

A entrevista completa

Pergunta 1: Muito está sendo dito sobre os refugiados sírios. A grande maioria dos refugiados na Europa se apresentam como sírios, até mesmo paquistaneses. De acordo com dados alemães, 77% dos refugiados não têm documentos de identificação. Queremos entender como você avalia o número de refugiados que foram obrigados a deixar o país e por que eles fugiram do país, e o número de pessoas deslocadas no interior da Síria. Nós gostaríamos de obter uma avaliação correta sobre esta questão.

Presidente Assad: Claro, não há números precisos sobre aqueles que deixaram a Síria ou foram deslocados dentro da Síria. Há valores aproximados, porque as pessoas se movem dentro da Síria, sem registrarem-se como pessoas deslocadas. Eles vão para aldeias onde têm parentes e vivem com as famílias dos amigos. A maioria deles chegam de áreas onde há terroristas e passam para áreas controladas pelo Estado, buscando segurança. Mas eu não acredito que o problema seja como (especialistas) avaliam. O problema é que, até agora, não há nenhuma ação séria tomada por muitos países do mundo para resolver o problema dessas pessoas. Eles lidam com a questão da emigração como se ela só dissesse respeito ao mundo exterior. Eles querem recebê-los em alguns países europeus, fornecer-lhes abrigo e ajuda, e, provavelmente, enviar alguma ajuda aos deslocados dentro da Síria. Isto não resolve o problema. O principal problema é o do terrorismo. É por isso que devemos lutar contra o terrorismo a nível internacional, porque o terrorismo não está relacionado somente com a Síria. Ele existe no Iraque, ele é apoiado diretamente pela Turquia, pela família real saudita, e alguns países ocidentais como França e Grã-Bretanha. Outros países se comportam como transeuntes e curiosos. Eles não tomam qualquer ação séria. Eu acredito que aqui reside o problema, e não nos próprios números.

Pergunta 2: Estou certo de que você está esperando pelos sírios para que retornem ao seu país. Mas isso vai acontecer após a reconstrução. Você tem estimativas do tamanho da destruição e danos causados ​​à Síria durante os últimos anos?

Presidente Assad: Os prejuízos econômicos, relacionados à infraestrutura, são mais de 200 bilhões de dólares. Os prejuízos econômicos podem ser reparados imediatamente depois as coisas se acalmarem na Síria. Mas a infraestrutura demora muito tempo. Nós começamos o processo de reconstrução, mesmo antes de a crise ter terminado, a fim de aliviar, tanto quanto possível, o impacto do dano econômico e os danos à infraestrutura sobre o cidadão sírio, e ao mesmo tempo para reduzir a emigração. Aqueles que gostariam de voltar podem fazê-lo quando eles visualizarem que há esperança de que as coisas vão melhorar. A emigração não é causado apenas pelo terrorismo e pela situação de segurança. Também é causada pelas sanções ocidentais impostas à Síria. Muitas pessoas emigraram de áreas seguras, que não têm o terrorismo por causa das condições de vida. As pessoas já não são capazes de obter as suas necessidades. É por isso que, como um Estado, devemos tomar medidas, ainda que iniciais, a fim de melhorar as condições econômicas e de serviços na Síria. Isso é o que estamos fazendo a respeito de reconstrução.

Pergunta 3: É claro, a Síria depende da ajuda da comunidade internacional. Em de quem você vai depender na reconstrução de seu país, e como encara o papel das empresas e as empresas russas?

Presidente Assad: O processo de reconstrução é rentável em todos os casos para as empresas que vão participar da mesma, particularmente se eles poderiam obter empréstimos seguros dos países que irão apoiá-los. É claro, esperamos que, neste caso, que o processo vá depender dos três principais países que apoiaram a Síria durante esta crise: Rússia, China e Irã. Mas eu acredito que muitos dos países que foram contra a Síria, e eu digo países ocidentais, em primeiro lugar, tentarão enviar suas empresas para fazer parte deste processo. Mas para nós na Síria, não há dúvida de que a direção principal será em direção a países amigos. Não há dúvida de que, se você perguntar a qualquer cidadão sírio sobre isso, sua resposta será política e emocionalmente que gostaríamos de empresas desses três países, particularmente na Rússia. E quando falamos sobre a infraestrutura, que inclui talvez não apenas dezenas de áreas e especialidades, mas centenas. É por isso que haverá um espaço muito grande para todas as empresas russas para participar no processo de reconstrução Síria.

Pergunta 4: Sr. Presidente, passamos para a parte política. Como o senhor avalia os resultados das negociações que terminaram na semana passada em Genebra sobre a Síria?

Presidente Assad: Até agora, não podemos dizer que algo foi alcançado nas conversações de Genebra, mas nós começamos agora com as coisas principais, ou seja, que estabelecem os princípios básicos sobre os quais serão construídas as negociações. Quaisquer negociações feitas sem princípios se transformarão em negociações caóticas que não produzirão nada, permitindo que cada parte seja intransigente e permite que outros países interfiram de forma não objectiva. Nós começamos com um papel de princípios. Nosso trabalho principal foi com o Sr. de Mistura (Staffan de Mistura), não com a outra parte que estamos negociando com, e vamos continuar as discussões sobre este documento na próxima rodada. Posso dizer agora que o que foi alcançado na primeira rodada é o começo da definição de uma metodologia para o sucesso das negociações. Se continuarmos com esta metodologia, as outras rodadas vão ser boas ou produtivas.

Pergunta 5: Eu queria perguntar-lhe sobre isso. Quais são as posições a partir da qual a Síria vai começar a próxima rodada de negociações, quando o que é chamado de “transição política” será discutido? E então a questão de um órgão de governo de transição será gerado. Qual é a sua opinião sobre o mecanismo de formação de tal corpo?

Presidente Assad: Primeiro, relativo à definição do período de transição, não há nenhuma definição. Nós na Síria acreditamos que o conceito de transição política significa passar de uma constituição para outra, e a constituição expressa a forma do sistema político necessário para o período de transição, de modo que o período de transição deve continuar sob a atual constituição, e depois passar para o próxima constituição depois de ser votada pelo povo sírio. Até esse momento, o que podemos fazer, na nossa perspectiva, na Síria, é garantir que haverá um governo. Esta estrutura transitória, ou forma de transição, é um governo constituído por todo o espectro das forças políticas sírias: a oposição, independentes, o atual governo, e outros. O principal objetivo deste governo será a elaboração da Constituição, colocando-a para votação dos sírios, e depois passar para a próxima constituição. Não há nada, nem na constituição síria nem em qualquer outra constituição no mundo, chamado de “corpo de transição”. Isto é ilógico e inconstitucional. Quais são as autoridades deste corpo? Como deve executar as atividades diárias referentes a população? Quem supervisiona o seu desempenho? Agora há a Assembleia Popular (Parlamento) e uma constituição que governa sobre o governo e o Estado. É por isso que a solução é a formação de um governo de unidade nacional que se prepare para uma nova constituição.

Pergunta 6: Aqui, a respeito deste governo, eu queria perguntar-lhe sobre o mecanismo de formar-lo. Quem vai nomear isso? Também será o Parlamento eleito em 13 de abril, ou você pessoalmente? Ou você está indo para permitir uma entrada internacional nisto? Como o governo vai ser formado?

Presidente Assad: Este é o objetivo de Genebra, um diálogo entre sírios em que estamos de acordo para a formação deste governo. Claro, não chegamos a uma concepção final ainda, porque as outras partes da Síria não concordaram com o princípio ainda. Há aqueles que concordaram, mas quando estamos todos de acordo com o princípio, vamos falar sobre como ela será implementada. É lógico ter forças independentes, forças da oposição e forças leais ao governo representadas. Isto é, em princípio. Quanto à forma como este será distribuído tecnicamente, você sabe, há ministérios com carteiras, outros sem carteiras, ministros que irão juntar-se ao estado sem qualquer experiência no trabalho do governo. Como eles poderiam executar os assuntos diários relacionados a população? Há muitas perguntas detalhadas que devem ser discutidas entre nós, em Genebra, mas estas questões não são complicadas. Eu não acho que elas sejam complicados. Todas elas são solucionáveis. A Assembleia do Povo não tem nenhum papel neste processo. É um processo conduzido entre nós e a oposição fora da Síria. Assembleia Popular supervisiona o trabalho do governo, mas não designa o governo na Síria.

Pergunta 7: Você acredita que a estrutura do próximo Parlamento será multi-partidária?

Presidente Assad: Isso depende do eleitorado da Síria. Haverá novas cores na sociedade síria? Em outras palavras, não é o suficiente, como aconteceu nas eleições parlamentares em 2000, ter novos partidos. Você pode formar uma centena de partidos; mas isso não significa que todos eles serão representados nas eleições. Qual é a forma aceitável para o cidadão sírio votar? Como você sabe, essas coisas não acontecem rapidamente. Eles precisam de tempo. Cada novo partido precisa provar seu ponto de vista e o programa de política para os cidadãos, e em circunstâncias tão difíceis, talvez, as pessoas, por natureza, não querem tentar um monte de coisas novas. Talvez quando a situação de segurança melhorar, vamos ver isso de uma maneira melhore. Os cidadãos terão preocupações políticas mais do que as preocupações relacionadas com as condições de vida. Hoje, as pessoas pensam antes de tudo sobre suas vidas, sobre a sua segurança, e, em seguida, sobre as condições de vida, a educação de seus filhos e sobre a sua saúde. Outras preocupações vêm mais tarde. É por isso que, nas presentes condições, eu não espero ver uma mudança real e radical.

Pergunta 8: Apesar de tudo isso, como é que os seus sucessos no campo de batalha e as vitórias das forças governamentais, ajudam na transição política? Há aqueles que acreditam que isso fará com que a sua posição nas negociações de Genebra sejam mais duras. Isso ameaçaria o processo político?

Presidente Assad: Esta é uma pergunta muito importante, porque há aqueles que acusam nós e a Rússia disso, já que a luta da Rússia contra o terrorismo é retratada como apoio ao presidente ou o governo sírio, e, consequentemente, é um obstáculo em face do processo político. Isso teria sido verdadeiro se não fossemos flexíveis, desde o início, ou se tivéssemos sido muito intransigentes. Mas se você voltar para a política do Estado sírio para os últimos cinco anos, você vai descobrir que temos respondido a todas as iniciativas sem excepção, e de todas as direções, mesmo quando elas não eram genuínas. O nosso objetivo era que nós não queríamos deixar de tentar qualquer oportunidade para resolver a crise síria. É por isso que eu posso resumir a resposta a este ponto, dizendo que o apoio militar russo, o apoio dos amigos da Síria, e todas as conquistas militares sírias vão acelerar a solução política e não o contrário. Nós não mudamos nossas posições, nem antes do apoio russo, nem depois. Fomos para Genebra, e ainda somos flexíveis. Mas, ao mesmo tempo, essas vitórias terão um impacto sobre as forças e os estados que obstruem a solução, porque esses estados, principalmente a Arábia Saudita, Turquia, França e Grã-Bretanha apostam em uma falha no campo de batalha, a fim de impor as suas condições de negociações políticas. Então, essas ações militares e o progresso militar levará a acelerar a solução política e não a obstruí-la.

Pergunta 9: Se falarmos sobre o futuro, como é que você prevê a existência de bases militares estrangeiras em território sírio, no futuro? De acordo com quais condições essas bases permaneceriam? E a Síria precisa delas?

Presidente Assad: Se falarmos sobre o período atual, período de terrorismo, sim, nós certamente precisamos delas, porque elas são eficazes no combate ao terrorismo. Mesmo que a situação na Síria tenha se tornado estável novamente, a partir de uma perspectiva de segurança, a luta contra o terrorismo não é rápida ou é transitória. O terrorismo se espalhou por décadas nesta região, e ele precisa de um longo período de tempo para se combater. Isto é, por um lado ou por outro, isto não está relacionado com o combate ao terrorismo somente. Está relacionada com a situação internacional em geral. Infelizmente, o Ocidente, durante a Guerra Fria, depois dela e até agora não mudou sua política. Ele (o ocidente) quer dominar a tomada das decisões internacionais. E, infelizmente, também, as Nações Unidas não foram capazes de desempenharem um papel de manutenção da paz no mundo. Então, até esse momento, até que a Organização das Nações Unidas recupera seu verdadeiro papel, bases militares continuam a serem necessárias para nós, para você, para o equilíbrio internacional no mundo. Este é um fato independentemente de nós concordarmos ou discordarmos com ele, mas por enquanto continua a ser necessário.

Pergunta 10: Sobre que bases você está falando exatamente agora?

Presidente Assad: Eu estou falando sobre as da Rússia. Não há outros estados, porque nossas relações com a Rússia existem há mais de seis décadas e elas (as relações) são baseadas na confiança e clareza. Além disso, no caso é porque a Rússia baseia suas políticas em princípios, e nós também baseamos nossas políticas em princípios. É por isso que quando há bases militares russas na Síria, não constituem uma ocupação. Pelo contrário, elas reforçam as nossas relações e nossa amizade, e reforça a segurança e segurança é o que nós queremos.

Pergunta 11: Você prevê, ou poderia permitir que a Síria se transforme em um estado federalizado? Se sim, qual seria a forma do autogoverno curdo? Como isso se estenderia?

Presidente Assad: Geograficamente falando, a Síria é muito pequena para um estado federal. É provavelmente menor do que a maioria das repúblicas da Federação Russa. Socialmente falando, uma federação precisa de círculos eleitorais sociais que não podem viver uns com os outros. Isso não existe na história síria. Em princípio, eu não acredito que a Síria está preparada para o federalismo. Não há fatores naturais que possam levar ao federalismo. Em última análise, é claro, nós, como um estado, diremos que concordamos com o que quer que o povo sírio concordar. A questão do federalismo está ligada à constituição, e a constituição precisa de aprovação popular. Mas não é um conceito que precisa ser corrigido em relação ao federalismo curdo. A maioria dos curdos querem viver em uma Síria unificada, sob um sistema central, não em um sistema federal, no sentido político. Portanto, não devemos confundir alguns dos curdos que querem um sistema federal, por um lado, com todos os curdos do outro. Pode haver outros muito pequenos círculos eleitorais, não só os curdos, que buscam o federalismo. Mas a ideia do federalismo não é uma proposição geral na Síria; e eu não acredito que se ele for posto a votação, será aprovada pelo povo sírio.

Pergunta 12: Mas agora há uma conversa sobre a nova Constituição. Você concorda que o esboço da nova Constituição estará pronto até agosto? Esta é a data fixada por John Kerry em suas conversações no Kremlin; Considerando que a posição da Rússia ainda não foi anunciada. Esta é a posição que Kerry anunciou em Moscou.

Presidente Assad: O projeto de Constituição pode ser preparado em questão de semanas. Os peritos estão lá, e há proposições que podem ser recolhidas. O que leva tempo é a discussão. A questão não é quanto tempo vai demorar a elaboração da Constituição, mas o qual é o processo político através do qual passaremos a discutir a constituição. Nós, como um Estado podemos redigir a Constituição e colocá-la para votação. Mas quando falamos de forças políticas, quem são essas forças políticas? Nós não sabemos. Nós colocamos esta pergunta para Staffan de Mistura. Ele também não sabe. Mesmo os americanos não sabem. O Ocidente, ou alguns países, em particular a Arábia Saudita, querem reduzir tudo no outro lado para (ajudar) a oposição de Riyadh, a qual inclui terroristas. Então, deve haver uma única imagem para a oposição. Isso não existe. Em seguida, negociaremos com eles sobre uma constituição. Fora isso, agosto soa como um tempo bom e suficiente.

Referência:

Al-Masdar

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