Geopolítica

“Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para proteger a indústria da heroína” – revela analista

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Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão com intuito de explorar a indústria do ópio e da heroína e atualmente fazem cerca de 1,5 trilhão de dólares por ano com essa atividade, foi o que revelou o Dr. Kevin Barrett, americano, analista acadêmico e político, da Universidade de Wisconsin.

Marines in Poppies

A análise foi feita após o general do exército dos Estados Unidos, John Nicholson, comandante das forças de resolução e apoio dos EUA no Afeganistão, anunciar na última segunda-feira (20) que jatos americanos alvejaram instalações de produção de drogas no Afeganistão pela primeira vez desde a ocupação americana, sob uma nova estratégia destinada a cortar o financiamento do Talibã.

Os ataques aéreos foram realizados no domingo na província de Helmand, acrescentando que militantes talibãs geram cerca de 200 milhões de dólares por ano com o cultivo de papoula e produção de ópio. O general Nicholson disse que o exército dos EUA realizou os ataques sob uma nova estratégia de guerra para o Afeganistão prescrita em agosto pelo presidente Donald Trump.

Lembrando que os Estados Unidos ocupam o Afeganistão desde 2001 e muitas denúncias anteriores já davam conta do interesse ianque na produção de ópio naquele país e até na região. Em 2011, por exemplo, a Rússia questionou o porquê dos Estados Unidos não darem fim as plantações de papoulas de ópio.

Em relação ao tema o Dr. Kevin Barrett é enfático e expõe que o maior interesse dos Estados Unidos na área é a produção da droga.

“Este último anúncio dos militares norte-americanos de que a nova estratégia envolve bombardeio de laboratórios de drogas é bastante humorístico, dado que os EUA foram para o Afeganistão, na realidade em grande parte, para proteger a indústria de heroína”, disse o Dr. Barrett a emissora iraniana Press TV na última segunda-feira (20).

“Assim como a Guerra do Vietnã foi fortemente impulsionada pelo fato de que naquela época a maioria da heroína do mundo era proveniente do Triângulo do Ouro – Vietnã, Laos e Camboja – hoje o epicentro de heroína se mudou para o Afeganistão – as áreas de interesse da CIA” complementou  o especialista.

“O Talibã obstruiu a produção de opio no Afeganistão e isto não era tolerável para o ‘Deep State’, que lucra 1,5 trilhão de dólares por ano com a indústria de heroína, que é movida por baixo dos panos por vários bancos e corporações, alavancando muito mais dinheiro do que isso (200 milhões citados pelo General Nicholson). Então eles invadiram o Afeganistão em grande parte para restaurar a indústria do ópio. Na verdade, não havia ópio sendo produzido antes da invasão dos EUA”, pontuou de forma clara Dr. Barret.

O Dr. Kevin Barrett foi mais longe e detalhou como se deu a implantação e a decolagem da produção de ópio no Afeganistão, tendo tal setor um enorme incentivo por parte das forças americanas.

“A primeira coisa que os EUA fizeram, no primeiro ano, foi liberar todos os senhores das drogas, estabilizá-los e dizer-lhes para plantar. Dentro de dois anos, o Afeganistão estava estabelecendo recordes mundiais ano após ano na produção de ópio, já que as tropas dos EUA guardavam os campos da papoula e apoiaram a criação de uma série de laboratórios que refinavam o ópio para este virar heroína, sendo então [o material] transportado para oeste em Global Hawks – veículos militares dos EUA que podem voar por todo o mundo sem reabastecimento”, expôs Dr. Barret.

Em agosto, Trump anunciou sua controversa estratégia de guerra para o Afeganistão. Em  flagrante contrariedade em relação a suas promessas de campanha que eram sobre acabar com a ocupação de mais de 16 anos no Afeganistão – Trump disse que suas opiniões mudaram desde que entrou na Casa Branca e que ele continuaria a intervenção militar “enquanto verificarmos determinação e progresso” no Afeganistão.

Donald Trump autorizou um aumento de milhares de soldados solicitados pelo general John William Nicholson, que disse precisar de cerca de 16 mil soldados no Afeganistão, com os países da OTAN também se comprometendo a ajudar a compensar a diferença, revelando que tanto o Pentágono quanto a OTAN estão em harmonia com os interesses do já conhecido conglomerado financeiro anglo-americano-israelita.

Trump, que falava contra a guerra do Afeganistão, apelidou a invasão ocorrida a partir do dia 7 de outubro de 2001 de “guerra de Obama” – mesmo esta tendo se iniciado no governo Bush, apesar de Obama ter perpetuado tal ocupação.

De fato o Afeganistão é a prova que quer sejam democratas ou republicanos, os presidentes dos Estados Unidos estão todos nas mãos do cartel judaico situado em Wall Street e Londres que depende do imenso complexo militar-industrial para tocar seus projetos.

Referência:

Press TV

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