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Caso Romanov: investigadores consideram a possibilidade de assassinato ritual

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Uma reviravolta pode se dar no famoso caso do assassinato da família Romanov, quase 100 anos depois: investigadores na Rússia planejam realizar uma investigação com “análises psicológicas e históricas” para verificar se a morte do último czar russo Nicolau II e sua família em 1918 foi ou não um ritual de sacrifício feito pelos bolcheviques.

“Os pesquisadores planejam realizar análises psicológicas e históricas para determinar se a chacina contra a família real russa foi um assassinato ritual”, anunciou um porta-voz do Comitê de Investigação Russo – a agência que trata dos crimes especialmente importantes e ressonantes – em uma coletiva em Moscou dedicada à sondagem do assassinato dos Romanov.

Svetlana Molodtsova revelou que o Comitê de Investigação planeja formar um grupo especial de especialistas composto por representantes da Academia Russa de Ciências, das universidades de Moscou e São Petersburgo e da Igreja Ortodoxa Russa. Ela acrescentou que os especialistas começarão a trabalhar após a conclusão de um grande projeto de pesquisa dos arquivos, que já estava em andamento no momento da coletiva.

O secretário da comissão para o exame dos restos da Família Real – proveniente da Igreja Ortodoxa Russa –  Bispo Tikhon, disse que Nicolau II continuou sendo uma figura simbólica e sagrada, mesmo após sua abdicação em 1917. Portanto a teoria do assassinato ritual faz sentido.

“O assassinato do czar e sua família foi um ato muito especial com um significado ritualístico e simbólico, que acabou com a dinastia Romanov de 300 anos, que era detestada pelas novas autoridades”, disse Tikhon. “Os bolcheviques e seus capangas de todos os tipos não eram estranhos a simbolismos rituais muito inesperados e diversos”, acrescentou, citando o mausoléu de Vladimir Lenin em Moscou como um exemplo de um edifício com elementos ritualísticos típicos.

“Em 2015, quando a nova investigação começou, foi anunciado que os pesquisadores analisariam todas as teorias sem uma única exceção. Seria estranho, pelo menos, se hoje excluíssemos apenas uma teoria da pesquisa feita por historiadores profissionais e especialistas forenses”, afirmou.

Comunidade judaica demonstra preocupação em relação as investigações

O porta-voz principal da Federação das Comunidades Judaicas da Rússia, o rabino Boruch Gorin disse à Interfax que ele e seus co-crentes ficaram chocados com as declarações feitas pelos representantes do Comitê de Investigação e da Igreja Ortodoxa Russa.

O rabino observou que os representantes do Comitê e da Igreja não chegaram a ligar o assassinato da família Romanov aos judeus em suas declarações. No entanto, segundo o rabino, qualquer pessoa educada, que conheça a história dessas acusações, entenderia que tal teoria significava que o assassinato era um ritual da Cabala organizado pelos membros judeus do Partido Bolchevique.

“Nós, como uma comunidade judaica, ficamos chocados não só por causa do absurdo de tais pressupostos. Os mitos sobre a existência de assassinatos rituais se relacionam com vários cultos e religiões, mas na Rússia isso se tornou um mito anti-semita típico, usado pela propaganda anti-semita durante várias décadas”, disse Gorin. “Em nossa opinião, o absurdo desta teoria é evidente, porque é óbvio que o assassinato foi cometido por ateus completos – pessoas que rejeitavam qualquer fé, em qualquer poder para além do que pode ser feito com suas próprias mãos”.

O bolchevismo era judaico e não ateu

A preocupação do rabino russo é pertinente pois qualquer estudioso que se aprofundou no tema sabe que o bolchevismo foi todo organizado e movido por judeus, com auxílio da maçonaria e muito dinheiro de banqueiros israelitas de Wall Street, como diversas obras historiográficas registram – entre elas “As Forças Secretas da Revolução” de Leon de Poncis e “Under the Sign Of The Scorpion” de Jüri Lina. O próprio presidente russo Vladimir Putin afirmou perante a comunidade judaica da Rússia que entre 80 e 85% dos revolucionários bolcheviques eram judeus.

 

 

Outro fato a ser levado em conta era uma charge que circulava entre judeus russos – tanto por cartões postais ou por seus jornais – justamente na época do assassinato da família Romanov, que representava um religioso judeu sacrificando uma ave cuja cabeça era a do Czar Nicolau II, dando a entender que o imperador russo ia ser sacrificado.

 

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O último imperador russo, sua esposa e cinco filhos foram mortos por um grupo de bolcheviques em meados de 1918, fora da cidade de Ekaterinburg, nos Montes Urais. Suas covas foram descobertas em 1991 e 2007, e em 2000 a Igreja Ortodoxa Russa canonizou Nicholas II e seus familiares como mártires e santos.

Os seus restos foram retirados de túmulos não identificados e recolocados no sepulcro da dinastia Romanov na Catedral de São Pedro e Paulo em São Petersburgo. No entanto, a Igreja Ortodoxa Russa se recusou a reconhecer os vestígios como autênticos devido à evidências insuficientes. Em 2015 a investigação sobre os assassinatos foi retomada.

 

Referência: RT

 

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“Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para proteger a indústria da heroína” – revela analista

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Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão com intuito de explorar a indústria do ópio e da heroína e atualmente fazem cerca de 1,5 trilhão de dólares por ano com essa atividade, foi o que revelou o Dr. Kevin Barrett, americano, analista acadêmico e político, da Universidade de Wisconsin.

Marines in Poppies

A análise foi feita após o general do exército dos Estados Unidos, John Nicholson, comandante das forças de resolução e apoio dos EUA no Afeganistão, anunciar na última segunda-feira (20) que jatos americanos alvejaram instalações de produção de drogas no Afeganistão pela primeira vez desde a ocupação americana, sob uma nova estratégia destinada a cortar o financiamento do Talibã.

Os ataques aéreos foram realizados no domingo na província de Helmand, acrescentando que militantes talibãs geram cerca de 200 milhões de dólares por ano com o cultivo de papoula e produção de ópio. O general Nicholson disse que o exército dos EUA realizou os ataques sob uma nova estratégia de guerra para o Afeganistão prescrita em agosto pelo presidente Donald Trump.

Lembrando que os Estados Unidos ocupam o Afeganistão desde 2001 e muitas denúncias anteriores já davam conta do interesse ianque na produção de ópio naquele país e até na região. Em 2011, por exemplo, a Rússia questionou o porquê dos Estados Unidos não darem fim as plantações de papoulas de ópio.

Em relação ao tema o Dr. Kevin Barrett é enfático e expõe que o maior interesse dos Estados Unidos na área é a produção da droga.

“Este último anúncio dos militares norte-americanos de que a nova estratégia envolve bombardeio de laboratórios de drogas é bastante humorístico, dado que os EUA foram para o Afeganistão, na realidade em grande parte, para proteger a indústria de heroína”, disse o Dr. Barrett a emissora iraniana Press TV na última segunda-feira (20).

“Assim como a Guerra do Vietnã foi fortemente impulsionada pelo fato de que naquela época a maioria da heroína do mundo era proveniente do Triângulo do Ouro – Vietnã, Laos e Camboja – hoje o epicentro de heroína se mudou para o Afeganistão – as áreas de interesse da CIA” complementou  o especialista.

“O Talibã obstruiu a produção de opio no Afeganistão e isto não era tolerável para o ‘Deep State’, que lucra 1,5 trilhão de dólares por ano com a indústria de heroína, que é movida por baixo dos panos por vários bancos e corporações, alavancando muito mais dinheiro do que isso (200 milhões citados pelo General Nicholson). Então eles invadiram o Afeganistão em grande parte para restaurar a indústria do ópio. Na verdade, não havia ópio sendo produzido antes da invasão dos EUA”, pontuou de forma clara Dr. Barret.

O Dr. Kevin Barrett foi mais longe e detalhou como se deu a implantação e a decolagem da produção de ópio no Afeganistão, tendo tal setor um enorme incentivo por parte das forças americanas.

“A primeira coisa que os EUA fizeram, no primeiro ano, foi liberar todos os senhores das drogas, estabilizá-los e dizer-lhes para plantar. Dentro de dois anos, o Afeganistão estava estabelecendo recordes mundiais ano após ano na produção de ópio, já que as tropas dos EUA guardavam os campos da papoula e apoiaram a criação de uma série de laboratórios que refinavam o ópio para este virar heroína, sendo então [o material] transportado para oeste em Global Hawks – veículos militares dos EUA que podem voar por todo o mundo sem reabastecimento”, expôs Dr. Barret.

Em agosto, Trump anunciou sua controversa estratégia de guerra para o Afeganistão. Em  flagrante contrariedade em relação a suas promessas de campanha que eram sobre acabar com a ocupação de mais de 16 anos no Afeganistão – Trump disse que suas opiniões mudaram desde que entrou na Casa Branca e que ele continuaria a intervenção militar “enquanto verificarmos determinação e progresso” no Afeganistão.

Donald Trump autorizou um aumento de milhares de soldados solicitados pelo general John William Nicholson, que disse precisar de cerca de 16 mil soldados no Afeganistão, com os países da OTAN também se comprometendo a ajudar a compensar a diferença, revelando que tanto o Pentágono quanto a OTAN estão em harmonia com os interesses do já conhecido conglomerado financeiro anglo-americano-israelita.

Trump, que falava contra a guerra do Afeganistão, apelidou a invasão ocorrida a partir do dia 7 de outubro de 2001 de “guerra de Obama” – mesmo esta tendo se iniciado no governo Bush, apesar de Obama ter perpetuado tal ocupação.

De fato o Afeganistão é a prova que quer sejam democratas ou republicanos, os presidentes dos Estados Unidos estão todos nas mãos do cartel judaico situado em Wall Street e Londres que depende do imenso complexo militar-industrial para tocar seus projetos.

Referência:

Press TV

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Ataque contra Síria coloca os EUA no mesmo lado do Estado Islâmico, diz senador Rand Paul

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O senador republicano Rand Paul foi cirúrgico –  em um artigo escrito para a Fox News na sexta-feira (7), o parlamentar do Kentucky disse que o recente ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea síria significa que os Estados Unidos estão lutando do mesmo lado do grupo terrorista Estado Islâmico.

Por ordem direta do presidente Donald Trump, os detroyers de mísseis guiados US Porter e o US Ross da Marinha americana, dispararam 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk a partir do Mediterrâneo no aeroporto de Shayrat na Síria, no início da sexta-feira, destruindo até 20 aeronaves sírias e russas.

O ataque foi em retaliação por um suposto ataque químico ocorrido na terça-feira (4) que Washington insiste que foi realizado por caças que operam a partir da base atacada.

“Não se engane, bombardear Assad significa que os Estados Unidos estão lutando do mesmo lado do ISIS (Daesh)”, escreveu Rand Paul em seu artigo, descrevendo a política de Trump como “perigosa e moralmente errada”.

“A ação militar não é de interesse da nossa segurança nacional e não deve ser autorizada. Nossas intervenções anteriores nesta região não fizeram nada para nos tornar mais seguros, e na Síria não será diferente”, continuou o legislador.

Notando que o presidente sírio, Bashar al-Assad, tem lutado contra os terroristas, Rand Paul advertiu que remove-lo do poder transformaria a Síria em outra Líbia, onde a intervenção liderada pelos EUA em 2011, para expulsar o ex-líder Muammar Gaddafi, saiu pela culatra e deu origem a grupos extremistas.

“Quem assumiria a Síria se Assad fosse deposto? A experiência na Líbia nos diz que o caos poderia reinar”, advertiu o republicano.

Rand Paul, que dirigiu uma candidatura presidencial mal sucedida contra Trump no ano passado, disse que o presidente tem que consultar o Congresso antes de tomar uma ação militar contra outros países.

“Não importa quem é presidente ou qual é seu partido, é minha convicção de que o presidente precisa da autorização do Congresso para a ação militar, como exigido pela Constituição”, pontuou.

A opinião de Rand Paul irritou o presidente do cômitê de serviços aramdos do Senado John McCain, que disse que seu colega republicano tinha perdido influência no Senado.

“Somos muito diferentes e ele não tem nenhuma influência real no Senado dos Estados Unidos”, disse McCain à CNN. “Eu não presto nenhuma atenção francamente ao que o Senator Paul diz.”

O senador do Arizona acusou Paul de estar errado em “todas as outras questões que conheço de segurança nacional”.

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Para além dos discursos, John McCain é aquele mesmo que aparece junto com o que na época eram chamados de “rebeldes sírios”, em maio de 2013, que hoje compõem as fileiras do Estado Islâmico.

McCain foi um dos incentivadores do financiamento dessa gente e talvez por isso, atualmente, defenda que os ataques aéreos americanos, contra Assad, continuem pois assim ajudará os terroristas os quais ajudou criar.

Referências:

Press TV

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13 postagens de Donald Trump alertando os EUA para não atacarem a Síria

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Donald Trump mudou de postura – na terça-feira (4) criticou Barack Obama dizendo que sua “inação” levou o regime Assad a fazer um ataque químico mortal em Idlib, para então, nesta quinta-feira (6), lançar arbitrariamente um ataque direto a Síria.

O mero pensamento lógico e as condições materiais do conflito mostram que Bashar al-Assad jamais cometeria tal atrocidade.

Primeiro, que o regime sírio já está dominando as principais cidades do país e combate o Estado Islâmico em distritos que cedo ou tarde voltarão a seu controle, estando com a guerra praticamente ganha, isso tudo sem ter precisado usar armas químicas.

Segundo, que o governo não possui armas químicas porém o Estado Islâmico sim, já tendo usado inclusive contra o exército sírio, além de já ter tido laboratórios e fábricas de químicos desmanteladas.

Desta maneira ficou claro que Trump aderiu a falsa narrativa judaica, de que Assad atacou o próprio povo com químicos, para ter uma desculpa para mudar de lado e tomar medidas que beneficiam Israel e seus terroristas na região – já que a ocupação sionista assume há tempos que prefere o Estado Islâmico, na Síria, a regimes aliados do Irã.

Sendo claro: o ataque americano liderado por Trump ajuda o Estado Islâmico e a Al-Qaeda na região, todavia Trump ainda aproveitou para alfinetar Obama:

“O presidente Obama disse em 2012 que iria estabelecer uma ‘linha vermelha’ contra o uso de armas químicas porém não fez nada. Essas ações hediondas do regime Bashar al-Assad são uma consequência da fraqueza e indecisão da última administração”, disse cinicamente Donald Trump.

Porém digamos que Trump se “esqueceu” de sua própria postura diante da guerra na Síria, ao clamar, durante anos, que  Obama “não deveria atacar a Síria” e que caso o fizesse, precisaria da aprovação do congresso.

As 13 postagens abaixo, feitas por Trump, provam que ele entende as consequências de atacar a Síria e que por motivos maiores e ocultos, mudou de lado, atacando tal nação sem a aprovação do congresso e muito menos sem esperar a conclusão das investigações relacionadas ao suposto ataque químico de Idlib:

1. “O que nós conseguiremos bombardeando a Síria além de mais débitos e possivelmente um conflito a longo prazo? Obama precisa de aprovação do congresso [para bombardear a Síria]”

2. Se Obama atacar a Síria e civis inocentes se machucarem ou morrerem, ele e os EUA vão parecer muito maus

3. “‘Sr. Trump você atacaria a Síria ou não?’ Não, vamos fazer nosso país grande novamente enquanto eles lutam a guerra deles”

4. “‘Como você trataria a situação da Síria caso presidente?’ Eu deixaria eles lutarem uns com os outros – foco nos EUA!”

5. “Se os EUA atacarem a Síria e atingirem os alvos errados, matando civis, haverá um inferno mundial para pagarmos. Fique longe e conserte o quebrado EUA.”

6. “O que digo é fique longe da Síria.”

7. “A única razão pela qual o Presidente Obama quer atacar a Síria é para preservar sua cara [reputação] sobre sua estúpida declaração da linha vermelha [que não deveria ser ultrapassada]. Não ataque a Síria, conserte os EUA.”

8. “NOVAMENTE, PARA O NOSSO LÍDER INSENSATO, NÃO ATAQUE A SÍRIA – SE VOCÊ O FIZER MUITAS COISAS RUINS ACONTECERÃO E DESTE COMBATE OS EUA NÃO CONSEGUIRÃO NADA!”

9. “A Rússia está enviando uma frota de navios para o Mediterrâneo. A guerra de Obama na Síria tem potencial para se transformar em um conflito mundial.”

10. “Presidente Obama, não ataque a Síria. Não há nenhuma vantagem e sim uma tremenda desvantagem. Guarde sua “tacada” para outro (e mais importante) dia!”

11. “Não ataque a Síria – um ataque nos trará nada além de problemas para os EUA. Foco em tornar o nosso país forte e grande novamente!”

12. “Devemos parar de falar, ficar fora da Síria e de outros países que nos odeiam, reconstruir nosso próprio país e torná-lo forte e grande novamente – EUA!”

13. “Não devemos atacar a Síria mas se eles fizerem o movimento estúpido, por fazer, a Liga Árabe, cujos membros estão rindo da gente, devem arcar!”

Referência:

Middle East Eye

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Putin adverte Israel sobre acusações ‘infundadas’ à Síria

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O presidente russo, Vladimir Putin descreveu as acusações contra a Síria como ‘inaceitáveis’ e ‘infundadas’, para o suposto ataque químico em Idlib.

Putin fez as declarações durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu e também salientou que tais acusações são inaceitáveis antes de concluídas as investigação sobre o ocorrido.

O Ministro israelense de Assuntos Militares, Avigdor Lieberman, disse nesta quinta-feira (6) ter “100%” de certeza que o presidente sírio, Bashar al-Assad, ordenou diretamente o alegado ataque químico na Síria, que se deu na província (norte) de Idlib, que teria deixado centenas de mortos.

Para ex-parlamentar americano a ação não passa de um ataque de bandeira falsa

Para o ex-senador texano Ron Paul, há interessados em não deixarem as coisas se estabilizarem na Síria, pois com isso o presidente Bashar al-Assad sairia por cima. Então criaram um evento para justificar uma intervenção na região.

“Antes deste episódio de possível exposição ao gás e quem o fez, as coisas estavam indo razoavelmente bem dentro das condições. Trump disse para deixar os sírios decidirem quem deve administrar o seu país, e as negociações de paz estavam acontecendo, enquato a Al Qaeda e o Estado Islâmico estavam fugindo. Parece que, talvez, alguém não gostou do desenrolar dos fatos e então tinha de ocorrer um episódio, e a responsabilidade agora é que não se pode deixar que isso aconteça porque pode beneficiar Assad.”, explicou Ron Paul.

Vale lembrar que o Estado Islâmico já usou anteriormente armas químicas na Síria, como gás mostarda, conforme mostrou o Panorama Livre no dia 5 de abril de 2016, e que teve uma fábrica e todo um arsenal químico confiscado e desmantelado, no dia 27 de fevereiro de 2016.

Mais recentemente, em 29 de janeiro deste ano, segundo o The Guardian, os terroristas tiveram armas químicas apreendidas pelo exército iraquiano, em um laboratório de Mosul, no Iraque.

Referências:

Hispan TV

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Para Lavrov ocupação no Afeganistão não deteve o terrorismo e só fez aumentar o tráfico de drogas

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, foi enfático ao declarar que a intervenção americana, em conjunto com a OTAN, no Afeganistão, não fez diminuir o terrorismo porém só fez crescer o problema do tráfico de drogas. O pronunciamento foi feito durante uma coletiva para a imprensa, junto com militares russos, na última quinta-feira (23).

“A operação dos EUA contra o Talibã e a Al Qaeda foi apoiada por todos os países. Outra questão é que, depois de receber a aprovação internacional, os Estados Unidos e seus aliados da OTAN, que assumiram o controle no Afeganistão, começaram a agir de forma inconsistente, para dizer o mínimo”

Lavrov não mediu palavras ao avaliar a situação e além de ter considerado a ação dos EUA e da OTAN inconsistente, foi ao ponto central – o crescimento do mercado das drogas.

“Durante a operação no Afeganistão, a ameaça terrorista não foi erradicada, enquanto a ameaça das drogas aumentou muitos níveis acima”, garantiu o ministro russo.

A indústria das drogas realmente prosperou. Há evidências de que alguns contingentes da OTAN, no Afeganistão, fecharam os olhos à ilegalidade  do tráfico de drogas, mesmo que não estivessem diretamente envolvidos nesse mercado criminoso. Se bem que cumplicidade também é uma forma de participação indireta.

“O Afeganistão é um caso a parte, embora os acontecimentos atuais, que são resultado do fracasso da operação da OTAN, apesar da carta branca que o bloco recebeu da comunidade internacional, podem ser considerados uma causa de caos controlado não intencional. No Iraque, na Síria e na Líbia, esse caos foi criado intencionalmente”, avaliou Lavrov.

Lavrov está bem alinhado com o mundo acadêmico. Peter Dale Scott da Universidade da Califórnia escreve:

“Em vários países, do México a Honduras até o Panamá e o Peru, a CIA ajudou a montar ou consolidar agências de inteligência que se tornaram forças de repressão e cujas ligações de inteligência a outros países lubrificaram o caminho para embarques de drogas ilícitas”.

O notável historiador Alfred W. McCoy, da Universidade de Wisconsin, relatou a mesma coisa. McCoy começou a trabalhar nesta questão quando era um Ph.D. Candidato na história do Sudeste Asiático em Yale, em 1972. Ele acusou funcionários americanos “de tolerar e até mesmo de cooperar com elementos corruptos no tráfico de drogas ilegais do Sudeste Asiático por considerações políticas e militares”. (McCoy)

“As principais acusações foram que o presidente do Vietnã do Sul, Nguyễn Văn Thiệu, o vice-presidente Nguyễn Cao Kỳ e o primeiro-ministro Trần Thiện Khiêm, conduziram uma teia de narcóticos ligada com a máfia Córsica, a família de traficantes na Flórida e outros oficiais, militares de alto nível, no Vietnã do Sul, Camboja, Laos e Tailândia.  Esses, implicados por McCoy como sendo os generais laocianos Ouane Rattikone e Vang Pao e os generais sul-vietnamitas Đăng Văn Quang e Ngô Dzu “.

McCoy forneceu provas suficientes de que a CIA usou “mercenários tribais (indígenas, nativos)” em lugares como o Laos para manter seus negócios criminosos e de tráfico de drogas.

Em suma, Lavrov foi essencialmente desconstruindo a CIA quando disse que eles estão espalhando a corrupção em todo o mundo há décadas. Sempre que eles tiram uma pausa de comercializar o ópio, eles começam a perpetuar guerras e criar atentados de bandeira falsa no Iraque, Afeganistão, Líbia e agora na Síria.

A CIA certamente não está feliz com o que Lavrov disse. Esta é uma das razões pela qual eles odeiam a Rússia e tudo o que ela representa atualmente.

Em 2011, Lavrov já criticava os Estados Unidos por não destruírem as plantações de ópio no Afeganistão

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Na época o chefe da diplomacia russa insistiu no “imperativo da luta contra o tráfico de drogas afegão, em toda a cadeia de produção da droga, a começar pela destruição das plantações” e disse não entender porque a recusa americana em erradicar as plantações de ópio na região ocupada.

“Não conseguimos compreender porque é que os nossos parceiros norte-americanos não querem que a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão se ocupe disso. Dizem que isso não resolverá o problema porque haverá dificuldades para a produção agrícola se destruírem as plantações de ópio”, pontuou Lavrov.

Na época, o Serviço Federal de Controle de Drogas da Rússia (FSKN), emitiu um estudo afirmando que no Afeganistão produz-se anualmente cerca de 150 bilhões de doses de heroína e cerca de 30 bilhões de doses de haxixe. Através do Tajiquistão e Paquistão, a droga afegã chega à Rússia e a outros países europeus.

Referência:

Veterans Today

DN

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Rússia preocupada com possível assassinato de Trump ou remoção dele da presidência

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O governo russo está preocupado com a possibilidade do presidente Donald Trump ser morto ou forçado a sair da Casa Branca antes do fim do seu mandato. As preocupações existem devido a administração de Trump ser muito criticada pelos seus laços estreitos com o Kremlin e com o presidente russo Vladimir Putin.

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“O que o Kremlin teme hoje é que Trump pode ser derrubado ou até mesmo morto. Sua expulsão, argumentam fontes do Kremlin, é um pulo para desencadear uma campanha anti-russa virulenta e bipartidária em Washington”, escreveu a revista Foreign Policy nesta semana.

“O Kremlin está perfeitamente ciente de que os Democratas querem usar a Rússia para desacreditar e possivelmente causar o impeachment de Trump, enquanto as elites republicanas querem usar a Rússia para domar e disciplinar Trump. O governo russo teme não só a queda de Trump, é claro, mas também a possibilidade de que ele possa oportunisticamente mudar para uma resistente linha anti-Moscou, a fim de fazer a paz com os líderes republicanos ‘hawkish’ (que acreditam mais no uso da força que no diálogo) no Congresso”, pontuou a publicação

Os republicanos do Senado já pediram uma investigação sobre o relacionamento de Trump com Putin depois que o ex-conselheiro de segurança nacional do presidente, Michael Flynn, renunciou na segunda-feira por causa de suas discussões com Moscou sobre as sanções dos EUA. Flynn foi acusado de mentir para altos oficiais de Trump, na Casa Branca, sobre os detalhes dessas conversas.

“Nada menos que uma loucura sem ambiguidade, uma loucura delirante ou um escândalo inconfundível (de uma ordem muito maior do que a loucura raivosa e o escândalo que já vimos) levaria o partido a admitir que erraram em trazer um lunático perigoso e corrupto para a Casa Branca e acionar a catástrofe política que acabaria trucidando Trump. A disposição da 25ª emenda se baseia em um partido governante disposto a atirar no seu próprio pé pelo bem do país. Ter fé na capacidade do Partido Republicano de fazer isso em si mesmo, é uma loucura sem ambiguidade “.

Talvez, então, o assassinato seja a maior preocupação. Em janeiro, um homem sem teto da Flórida foi preso por criar um vídeo no qual ele ameaçou matar Trump na cerimônia do Dia de Inauguração, em Washington DC. Dominic Puopolo, de 51 anos, disse que usaria um fuzil Wesley Scopes Booth para matar Trump . Enquanto isso, o FBI tem monitorado outras ameaças potenciais depois que os usuários do Twitter pediram repetidamente o assassinato do presidente.

Referência:

International Business Time

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