Terrorismo

Extremistas islâmicos escondiam enorme arsenal de armas próximo a mesquita na Alemanha

Um enorme arsenal foi descoberto, pela polícia alemã, escondido próximo a uma mesquita em  Nordrhein-Westfalen. O armamento pertenceria a islâmicos radicais segundo autoridades locais e foi descoberto após uma operação secreta da forças especiais da polícia alemã.

O grande arsenal estava em uma sala refrigerada de uma mercearia que fica próxima a uma mesquita no estado mais populoso da Alemanha, com quase 18 milhões de pessoas em uma área que inclui Dusseldorf.

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O político local, Ismail Tipi, que é membro do Parlamento de Hesse, revelou detalhes da descoberta e alertou para “o perigo de fundamentalistas salafistas”.

“De acordo com minhas informações, um arsenal de armas incluindo armamento de uso militar foi encontrado nesta busca. O perigo de salafistas fundamentalistas, que estão prontos a usar de violência, se armando na Alemanha, é muito grande. Esta operação secreta que encontrou este esconderijo de armas torna isto mais do que claro”, alertou Tipi.

A Alemanha tem visto um forte aumento no número de islamicos radicais, conhecidos como salafistas, nos últimos anos, com o número total de simpatizantes chegando agora em 8.900, superando os 7.000 do final de 2014, segundo autoridades alemãs.

Parlamentar alemão já recebeu ameaça de morte

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Ismail Tipi continuou e disse já ter recebido ameaças de morte por seus comentários contra jihadistas, quando levantou sua preocupação contra células adormecidas de islâmicos radicais que estariam se preparando para um ataque terrorista na Alemanha.

“As informações sobre este tema está aumentando. O medo é grande de que células salafistas, jihadistas e terroristas do Estado Islâmico na Alemanha obtenham o apoio de serviços de inteligência estrangeiros que não são amigáveis conosco. Através do arsenal de armas, as células adormecidas e os militantes jihadistas podem se armar e se preparar para seu ataque provável. Isto é exatamente o que eu sempre temia. Os políticos devem falar claramente sobre isso”, evidenciou o parlamentar que admite que terroristas islâmicos recebem ajuda de serviços de inteligência.

Por fim, o parlamentar Ismail Tipi fez um pedido

“Se esses medos são justificados, podemos assumir que os arsenais de armas secretos estão sendo montados para um grande ataque terrorista não só na Alemanha, mas em toda a Europa. Seria um abandono de dever, não reconhecer este perigo e se não encontrarmos esses arsenais. Precisamos enxergar esse perigo e lidar com ele o mais rápido possível. Os responsáveis pela nossa segurança devem olhar para isso de perto e compartilhar essas informações com todas as agências de segurança relevantes. Os políticos devem ser claros sobre isso, reportar sobre possíveis perigos e ameaças, educar o povo e chamá-lo para estar bem atento e [também] para relatar todo tipo de coisa observada a polícia. O problema do salafismo e do terrorismo do Estado Islâmico é que ele fica maior quando não reagimos. Aqui todo mundo tem uma responsabilidade”, finalizou Tipi.

A descoberta vem após o governo alemão expressar preocupação de que o Estado Islâmico poderia intensificar os ataques na Europa, uma vez que vem perdendo bastante território no Iraque e na Síria, além de dizer que sua agência de inteligência doméstica está treinada para responder a um ataque em grande escala.

 

A Alemanha está em alerta para possíveis incidentes em grande escala – potencialmente incluindo armas de estilo militar – desde os ataques de Paris em novembro passado e Bruxelas, em março.

O chefe de segurança Hans-George Maassen disse que a agência de inteligência doméstica da Alemanha frustrou uma série de ataques e realizou exercícios de preparação para o terrorismo.

Três homens sírios, no início deste mês, foram considerados suspeitos de planejar ataques em grande escala em Dusseldorf.

Maaseen disse que a agência também foi vigilante para potenciais ataques de indivíduos solitários e de possíveis militantes que entraram no país infiltrados entre mais de um milhão de refugiados que adentraram a Alemanha durante o ano passado.

Ele disse que as autoridades identificaram evidências claras contra 17 indivíduos que tinham entrado na Alemanha disfarçados de refugiados, e a maioria estava morta ou tinha sido presa.

Maaseen aponta: “Temos de manter um olhar particularmente atento sobre este grupo de pessoas.”

Referência:

Express

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Sociedade

Grandes fabricantes de armas decolam na bolsa após massacre em Orlando

As ações das grandes fabricantes de armas dos Estados Unidos subiram com força nesta segunda-feira (13) no pregão de Wall Street. Trata-se do primeiro dia de negociação após o atentado de Orlando na Florida, que reabriu o debate sobre o controle de armas de fogo.

Por motivos óbvios os americanos não caíram na bravata do desarmamento e a cada massacre realizado, as pessoas visam se armar cada vez mais para se protegerem de possíveis atentados futuros. Mais uma vez as vítimas do atentado de Orlando seguiam o padrão de serem pessoas desarmadas em uma área onde o porte de arma não era permitido facilitando assim a ação do terrorista que adentrou o local com um fuzil de assalto AR-15.

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Ações disparam com a tendência dos cidadãos de comprarem mais armas

Quase uma hora após a abertura do dia, as ações da Sturm Ruger & Company subiram 7,46% na Bolsa de Nova York, enquanto as ações da Smith & Wesson subiram 6,31% na Nasdaq.

A Sturm Ruger, quarta maior fabricante de armas no país, fechou o ano passado com US $ 544 milhões em vendas, e atualmente alcançou uma valorização de 1.13 bilhões. Enquanto isso, a Smith & Wesson, a maior fabricante de armas de fogo no país, registrou vendas de quase US $ 211 milhões só no último trimestre, e sua valorização no mercado de ações subiu para 1.22 bilhões de dólares.

Esta foi a primeira sessão do New York Stock Exchange após o tiroteio em uma boate na cidade de Orlando, onde 50 pessoas foram mortas pelo suposto atirador, Omar Siddique Mateen, um americano de origem afegã de 29 anos.

Pouco antes do abate, que deixou também cerca de cinquenta feridos, o suspeito teria jurado fidelidade ao grupo terrorista Estado Islâmico que reivindicou hoje, novamente, o atentado que foi o pior já registrado por um atirador na história dos Estados Unidos.

Referência:

Informacion Sensible

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Geopolítica

União Europeia promete usar novos poderes para barrar governos de “extrema-direita”

O presidente da Comissão Europeia – braço executivo da União Europeia (UE) – cujo líder não é eleito pelo povo, Jean-Claude Juncker prometeu barrar todos os populistas de direita do poder, por todo continente europeu. Isso se daria pouco depois da União Europeia adquirir o poder de exercer “sanções de longo alcance” sobre os governos nacionais eleitos.

De início, Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, tinha prometido excluir Norbert Hofer, o líder do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), de todas as tomadas de decisão da União Europeia, se o mesmo tivesse sido eleito na Áustria.

“Não haverá nenhum debate ou diálogo com a extrema-direita”, disse o tirânico burocrata liberal.

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O FPÖ tinha sido a força política da Áustria por algum tempo. No entanto, depois de liderar a corrida presidencial, o candidato da direita perdeu por 0,6% para o Partido Verde, após a estranha inclusão dos votos por correspondência. Isso obviamente depois de meses de campanha midiática dos jornais da Europa que chamavam Norbert Hofer de “extrema-direita”.

Os populistas de direita estão periodicamente no topo das corridas presidenciais em todo o continente, como na França, Suécia, Holanda, e mais recentemente Áustria. Outros partidos da chamada “extrema-direita” já estão no poder na Hungria, na Polônia e na República Tcheca. As pautas pregam campanha anti-imigração e nacionalismo.

A definição do Sr. Junker para “extrema-direita” é um tanto quanto ampla, visto que ele já descreveu o presidente conservador da Hungria, Viktor Orbán, como um “fascista”.

Com a onda democrática em todo o continente rumando para a direita, a Comissão anti-democrática poderia estar comprando um grande desafio ao tentar excluir todo e qualquer governo eleito que consideram “extrema-direita”.

Possível embate entre União Europeia e governos nacionais

A partir de 2014, a Comissão recebeu um lote de novos poderes que poderiam plausivelmente usar para destituir um governo. Poderes esses que já estão sendo mobilizados contra os líderes conservadores da Polônia.

A Comissão pode agora aplicar uma “regra do mecanismo da lei” (artigo 7.º do TUE) contra nações que os burocratas julguem como desviadas das “tradições constitucionais comuns dos Estados-Membros.” Em última análise, “sanções de longo alcance” poderiam ser exercidas, e um país pode ser despojado de todos os direitos de voto na União Europeia e ter seu financiamento bloqueado.

Em janeiro deste ano, Frans Timmermans, “vice-presidente” da primeira Comissão não eleita, que está a cargo dos “direitos humanos”, disparou o mecanismo pela primeira vez contra o governo da Polônia, que chegou ao poder com um recorde de votos, na eleição de 2015.

O novo governo entrou em confronto com sua corte constitucional sobre a nomeação de novos juízes liberais e a organização da televisão estatal da Polônia.

Mr. Timmerman e a Comissão deram um ultimato a Polônia e um prazo para o governo polonês recuar que expirou no dia 23 de maio.

Um comissário chegou a viajar para a Polônia para “negociar” com o governo local e ainda sim não há precedentes para indicar o que pode ou vai acontecer a partir desses próximos meses.

No entanto a reação já começou contra os novos líderes anti-democráticos das potências da União Europeia. Viktor Orbán, presidente da Hungria prometeu ajudar a Polônia na luta contra a Comissão, e outras nações do Grupo de Visegrád (aliança entre Hungria, Polônia, República Checa e Eslováquia) podem se juntar a crescente coalizão.

“No futuro, por favor, tenha mais limites em instruir e repreender o parlamento e o governo de um país soberano, democrático”, escreveu o ministro da Justiça polaco Zbigniew Ziobro ao arbitrário Frans Timmermans, em janeiro.

“Esta não é a união, não é o tipo de associação que nós concordamos”, disse Witold Waszczykowski, finalizou o ministro das Relações Exteriores polonês.

Referência:

Breitbart

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Sionismo

Israel e Estado Islâmico convivem sem se atacarem na região das colinas de Golã

Israel ignora grupo do Estado Islâmico que está baseada ao lado das colinas de Golã, no vale Yarmouk. A presença desse grupo do Estado Islâmico tão perto de Israel levanta muitas questões, como a possível colaboração entre ambas as partes.

O primeiro questionamento seria o porquê do Estado Islâmico não atacar Israel a partir da referida base? Da mesma forma por que a Força de Defesa de Israel (exército de Israel) ainda não atacou esse grupo de extremistas, que atualmente é pequeno e fraco, em sua fronteira? As respostas a essas perguntas mostram o que há por trás de tamanha passividade.

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O vale Yarmouk está encravado entre Jordânia, Síria e nos territórios ocupados por Israel nas colinas de Golã. O vale consiste em algumas pequenas cidades, a maioria das quais estão agora controladas pelo Estado Islâmico filiadas ao Liwa Shuhada al-Yarmouk ou Brigada dos Mártires de Yarmouk (BMY). Este grupo foi criado por Mohammad al-Baridi, conhecido por seu apelido “O Tio ‘, em 2012, no sudoeste da Síria, bem próximo de Israel.

O grupo começou relativamente moderado, com uma estreita aliança com o Exército de Libertação da Síria, este último apoiado por Estados Unidos, França, Reino Unido, Israel e outros aliados. Mas a moderação rapidamente se dissipou durante o curso da guerra civil síria.

O início de 2013 porém viu a Brigada dos Mártires ganhar poder no vale de Yarmouk. O grupo em 2013 passou a ter confrontos militares com Jabhat al-Nusra, o grupo sírio da al-Qaeda, que detinha o poder em Daraa (sudoeste da Síria). Isto levou ao assassinato de al-Baridi pela al-Nusra em novembro de 2015. Durante este tempo, o grupo construiu uma pequena área para si na orla de Daraa junto às colinas de Golã. A Brigada dos Mártires continuou a se distanciar da al-Nusra, enquanto ainda promovia leis islâmicas conservadoras.

A Brigada dos Mártires de Yarmouk começou, em 2015, a implementar reformas islâmicas. A política foi implementada sob al-Baridi (líder assassinado) que tentou “corrigir” as políticas do regime anterior. Isto incluiu a criação de um tribunal e de uma força de polícia islâmica. A Brigada dos Mártires também mudou o nome de seu departamento de governança para Diwan al-hisba – “Diwan” traduzindo do termo regional significa “Estado Islâmico”. O grupo até mudou seu logotipo para incorporar a bandeira do Estado Islâmico. Até o final de 2015 a Brigada dos Mártires de Yarmouk tornou-se um sub-grupo do Estado Islâmico apenas a poucos passos de distância de Israel que parece não se importar muito visto que o Estado Islâmico é um exército mercenário usado no projeto da criação da Grande Israel.

E de fato a aliança entre a Brigada e os terroristas significa que o Estado Islâmico agora compartilha uma fronteira com Israel. Em um dos discursos de al-Baghdadi – líder do Estado Islâmico morto no início de 2016 e que chegou a receber cuidados médicos de Israel – ele falou sobre a ocupação sionista, no entanto ele só se referia à área como “Palestina”, provavelmente em um esforço para evitar reconhecer tal “estado”, visando assim manter as aparências. Al-Baghdadi lembrou aos judeus da ‘Palestina’ que o Estado Islâmico não se esqueceu deles, mas pelo correr dos fatos, obviamente tudo não passa de bravatas.

A Brigada dos Mártires de Yarmouk já provocou indignação internacional quando em 2013, o grupo sequestrou cerca de 20 soldados das forças de paz das Filipinas que serviam as Nações Unidas. Eles mantiveram os reféns por duas semanas antes de liberá-los.

Lembrando que o sequestro se deu dentro de territórios ocupados por Israel e ainda sim isso não foi o suficiente para Israel atacar o grupo. Pelo visto Israel não anda muito preocupado e nem enxerga como ameaça um grupo capaz de atacar  soldados que servem a ONU.

Israel ataca os inimigos do Estado Islâmico mas não o Estado Islâmico

Israel teve vários ataques aéreos autorizados pela Síria durante a guerra civil no país. Estes ataques aéreos no entanto, não tiveram como alvo o Estado Islâmico ou a al-Nusra ou outros grupos jihadistas sunitas. Estes ataques foram direcionados aos grupos filiados aos xiitas, predominantemente o Hezbollah – grupo que reconhece o governo Assad e é inimigo do Estado Islâmico.

Israel, em setembro de 2014, também abateu um avião da Força Aérea Síria que penetrou no espaço aéreo de Golã: pela primeira vez desde a guerra árabe-israelense de 1973 que a Força de Defesa de Israel  atacou um veículo militar oficial da Síria. Israel mostrou durante a guerra civil síria, que está disposto a atacar aqueles que ameaçam sua integridade territorial mas não o Estado Islâmico, deixando claro que os terroristas fazem um trabalho sujo a favor do sionismo.

A Brigada dos Mártires de Yarmouk  entrou no território israelense e ainda sim nenhum conflito foi registrado. Na verdade houveram relatos publicados pela revista Foreign Policy, que Israel está longe de combater as milícias na fronteira de Golã e que, pelo contrário, a ocupação sionista estaria prestando cuidados de saúde aos militantes do Estado Islâmico.

Cerca de 1.000 “sírios”, em 14 meses receberam tratamento, de acordo com o tenente-coronel Peter Lerner. O tenente-coronel chegou a dizer – “nós não fazemos qualquer habilitação ou verificar de onde eles são ou qual grupo eles estão lutando, ou se são civis.”

Muitos se perguntam por que Israel tem uma postura tão relaxada em relação ao Estado Islâmico, quando na verdade é perceptível que o regime sionista aparelhou o Estado Islâmico.

É nítido que Israel não está focado em atacar o Estado Islâmico e grupos sunitas, mas sim os grupos xiitas na Síria. Os ataques aéreos de Israel atingem forças do regime Assad e o Hezbollah, mas nunca o Estado Islâmico ou a al-Nusra.

Uma correspondência entre a então secretária de Estado americano, Hillary Clinton e o conselheiro político Jacob Sullivan, sobre os objetivos de Israel na região, expuseram porque Israel ignora o Estado Islâmico. Em 2012, no início do conflito, Sullivan disse que havia “um lado positivo para a guerra civil na Síria.” Este dito “lado positivo”, para uma guerra que custou mais de 400 mil vidas era que, “se o regime Assad tombasse, o Irã perderia seu único aliado no Oriente Médio e seria isolado”. Isso iria agradar Israel, que sob o governo de Netanyahu não parou de fazer alarde de uma possível ameaça iraniana. Uma guerra que desestabiliza o aliado do Irã beneficiaria os interesses israelenses. Esta crença maquiavélica explica como o Estado Islâmico é usado para desestabilizar a região pelo eixo Londres-Washington-Tel Aviv.

O vale do Yarmouk ser tranquilamente controlado pelo Estado Islâmico é só mais uma amostra que Israel maquinou perfeitamente a balcanização da região e que, acima de tudo, mantém seus aliados bem próximos e protegidos.

Referência:

Open Democracy

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