Sionismo

Israel está armando 7 grupos terroristas diferentes na Síria, admite jornal israelense

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Um dos jornais mais populares de Israel, o Haaretz, admitiu que Israel fornece armas, munições, roupas, medicamentos e bastante dinheiro a sete grupos terroristas – que o jornal preferiu chamar de “rebeldes” – na Síria. A publicação expõe que o apoio aos grupos radicais de matriz sunita se dá através das colinas de Golã.

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Ao citar uma publicação da analista judia Elizabeth Tsurkov, que diz atuar na área de direitos humanos e tem acesso aos terroristas dos quais colhe depoimentos, o Haaretz apontou que – “dezenas de rebeldes que falaram com Tsurkov descreveram uma mudança significativa na quantidade de ajuda que recebem de Israel” – revelando que desde o início do conflito os terroristas tinha suporte de Israel, porém ultimamente o auxílio israelense aos grupos aumentou significativamente – e completou –  “além disso, ela [Elizabeth Tsurkov] disse que pelo menos sete organizações rebeldes sunitas no Golã sírio agora estão recebendo armas e munições de Israel, juntamente com dinheiro para comprar armamentos adicionais. (…) Ao mesmo tempo, Israel também aumentou sua ajuda para aldeias controladas pelos rebeldes, incluindo o fornecimento de medicamentos, alimentos e roupas.”

O financiamento e apoio dado aos terroristas na Síria por Israel é uma pauta comum e corriqueira no Panorama Livre, que também já denunciou a convivência pacífica e sem agressões entre israelenses e jihadistas radicais sunitas nas colinas de Golã.

Fato que também é lembrado por Elizabeth Tsurkov e exposto pelo Haaretz ao reconhecer que a fronteira entre Síria e Israel está cheia dos ditos “rebeldes” – “o establishment de defesa israelense os classifica como “habitantes locais”, eles controlam a maior parte da fronteira sírio-israelense, além de duas áreas – uma área controlada pelo regime no norte do Golã e uma seção no sul do Golã controlada por uma filial do Estado islâmico, Jaysh Khalid ibn al-Walid.”. Todavia o jornal e a analista tentam vender que esses grupos “rebeldes” combatem o Estado Islâmico, o que é uma piada de mal gosto, visto que na região os ataques são feitos unicamente contra as forças do regime sírio de Bashar al-Assad, não havendo registro algum de enfrentamentos entre Israel e os grupos sunitas citados, incluindo o Estado Islâmico.

Bastando lembrar que até o próprio ex-ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya’alon, revelou em abril de 2017 que o Estado Islâmico inclusive já pediu desculpas a Israel por ter aberto fogo contra suas unidades nas colinas de Golã.

Tanto que o jornal admite que os supostos enfrentamentos (que não ocorrem) entre Estado Islâmico e os mercenários de Israel “não produziram mudanças significativas nas forças locais”.

A desculpa da vez para apoiar os terroristas na Síria todavia não é mais tirar Assad do poder, que conseguiu se segurar, mas sim conter um suposto avanço do Irã e do Hezbollah que ocorreria pela Síria, não permitindo que a pretensa ameaça se aproxime das fronteiras de Israel.

Outro fator também seria a redução do auxílio americano aos terroristas na Síria. Em janeiro, a administração do Trump fechou o centro de operações da CIA em Amã, capital da Jordânia, que coordenava e ajudava às organizações terroristas ditas “rebeldes” no sul da Síria. Como resultado, dezenas de milhares de mercenários que recebiam apoio econômico regular dos Estados Unidos estão desprovidos desse apoio, então a ocupação sionista de alguma forma está buscando cobrir este buraco.

A Grande Israel

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A Síria faz partes dos planos sionistas que pressupõem a expansão do território de Israel visando criar a Grande Israel cuja área iria do Nilo ao Eufrates. Desta maneira todo o aparato judaico-sionista está engajado em desestabilizar a região tanto economicamente, diplomaticamente, culturalmente quanto militarmente. Os falsos judeus por trás do plano acreditam dessa forma acelerar a vinda do seu falso messias.

Referências:

Haaretz

War On The Rocks

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Armas e kits médicos de Israel são confiscados com terroristas da Al-Qaeda nas Colinas de Golã

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O exército sírio (SAA) frustrou outro grande ataque de terroristas ligados à Al-Qaeda nas Colinas de Golã, no último fim de semana. Os jihadistas tentaram aproveitar uma grande provisão de equipamentos fornecidos por Israel porém o material foi confiscado pelas forças do regime sírio.

De acordo com o Regimento Golani, das Forças de Defesa Nacional (NDF), o exército sírio apoderou-se de kits médicos e armas fornecidas por Israel pertencentes ao grupo militante “Hay’at Tahrir Al-Sham” da Al-Qaeda, perto da cidade de Hamadiyah, neste último domingo (2).

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Um dos kits médicos israelenses capturados com os terroristas

O exército israelense tem ajudado constantemente os jihadistas nas Colinas de Golã com ataques aéreos corriqueiros às posições do exército sírio de Bashar al-Assad, perto da cidade de Al-Ba’ath.

Com o auxílio dos ataques aéreos israelenses, os terroristas se aproveitaram para avançar contra as defesas do exército sírio e chegaram inclusive a romper as linhas de frente das forças sírias na cidade de Al-Ba’ath.

Referência:

Al Masdar News

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Estado Islâmico pediu desculpas por atacar Israel, diz ex-ministro da defesa

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O ex-ministro da defesa de Israel, Moshe Ya’alon, revelou no último dia 22 de abril que o grupo terrorista Estado Islâmico “se desculpou” a Israel por atacar uma de suas unidades nas parte síria das colinas de Golã.

“Houve um caso recentemente em que o Daesh abriu fogo e pediu desculpas”, disse Ya’alon, chamando os terroristas pelo nome que eles mesmos usam.

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O episódio foi uma referência entre um aparente choque que ocorreu perto da fronteira da Síria, em novembro de 2016, em que as tropas de IDF chegaram a trocar fogo com os membros do Estado Islâmico. Depois de uma breve batalha armada, os militares sionistas chegaram a realizar supostos ataques aéreos, que teriam matado apenas quatro terroristas.

Nada comparável, por exemplo, aos inúmeros ataques que a força área de Israel faz as tropas do regime Assad que são os maiores inimigos do Estado Islâmico.

Este grupo que se encontra nas colinas sírias do Golã é conhecido como o Exército Khalid ibn al-Walid, sendo considerado um grupo terrorista. A comunicação com eles é tecnicamente ilegal sob a lei israelense, constituindo contato com um agente inimigo.

Entretanto o oficial  Ya’alon se recusou a explicar como exatamente o Estado Islâmico expressou suas desculpas a Israel depois do ataque. A IDF também se recusou a comentar.

Ya’alon estava falando em um evento na cidade do norte de Afula. Ele foi entrevistado no palco por Eli Levi, um correspondente de notícias do Canal 10 da TV israelense.

Seu comentário sobre as desculpas do Estado Islâmico foi feito como parte de um ponto mais amplo sobre a política de Israel para a Síria, que é em grande parte com poucas ações diretas, apesar delas ocorrerem e mais com ações indiretas ao financiar, dar armas, mantimentos, atendimento médico e apoio logístico aos terroristas, tudo por debaixo do panos.

Ya’alon explicou que Israel faz ataques contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, em retaliação, quando ataques atingem as colinas de Golã israelenses.

Autoridades sírias acusaram Israel de ajudar diretamente o Estado Islâmico e outros grupos rebeldes, uma alegação que a ocupação de Tel Aviv nega.

Moshe Ya’alon enquanto Ministro da Defesa disse preferir o Estado Islâmico ao Irã na Síria

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Moshe Ya’alon é o mesmo que em janeiro de 2016 declarou publicamente que preferia ver o Estado Islâmico na Síria a um governo que tem o apoio do Irã, querendo dar a entender que o regime de Bashar al-Assad seria uma ameaça a Israel por ser instrumento de Teerã.

“Na Síria, se a escolha é entre o Irã e o Estado Islâmico, eu escolho o Estado Islâmico”, cravou Ya’alon conforme registrou o Times of Israel na época.

De fato, além de declarações, pedidos de desculpas e convivência pacífica – há também as armas, mantimentos, rotas petrolíferas, apoio logístico e os atendimentos médicos prestados por Israel ao Estado Islâmico como claras evidências de que os terroristas, na Síria, são nada mais nada menos que um grupo mercenário a serviço desta falsa Israel que ocupa a Palestina.

Referência:

Times of Israel

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Israel bombardeia cidade controlada pelo governo sírio

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A força aérea de Israel atacou na noite deste terça-feira (29) a cidade de Al-Saboorah’s, na Síria, município a oeste de Damasco e área controlada pelo regime de Bashar al-Assad. Quatro explosões foram ouvidas e a suspeita é que Israel tentou alvejar representantes do Hezbollah que estariam na cidade que fica próxima da rodovia que liga Beirute, capital do Líbano, a Damasco – capital da Síria.

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O avião israelense fez o ataque, usando o míssil de longo alcance “Popeye”, após violar o espaço aéreo libanês porém não chegou a invadir o espaço aéreo da Síria pois a distância necessária para o bombardeio, a partir do Líbano, era o suficiente para a execução do ataque.

Chefe de Inteligência de Israel diz que enfraquecimento do Estado Islâmico não é bom

Novamente Israel ataca uma região na Síria controlada por aqueles que verdadeiramente combatem o Estado Islâmico: o governo Assad e o Hezbollah. O ataque se dá dias após o chefe de inteligência de Israel, Maj-Gen Herzl Halevi, declarar que o enfraquecimento do Estado Islâmico significa o fortalecimento dos inimigos de Israel.

“Enquanto o grupo terrorista Estado Islâmico estiver se enfraquecendo e seu chamado califado estiver encolhendo, isso também significava que o Irã e seu representante libanês, o Hezbollah, estarão ganhando e isso não seria bom para Israel”, disse Herzl Halevi em uma conferência na Universidade de Tel Aviv, na última segunda-feira (28).

Referências:

Al Masdar News

Al Manar TV

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Israel e Facebook fazem acordo que visa censurar e eliminar publicações anti-israelenses

Percebendo que está perdendo a batalha da informação, Israel chegou a um acordo com a rede social Facebook que visa bloquear e apagar todo o conteúdo considerado anti-israelense.

Segundo o jornal britânico The Independent, citando fontes israelenses, os diretores do Facebook e as autoridades de Israel estão preparando uma legislação que obriga a rede social mais popular do mundo a eliminar qualquer tipo de conteúdo que é considerado anti-israelense.

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O jornal britânico disse que o mais recente encontro entre executivos israelenses e diretores do Facebook  ocorreu na semana passada e que também incluiu a ministra da Justiça do regime israelense, Ayelet Shaked, conhecida por suas controversas posições anti-palestinos e “argumentos” que justificam o genocídio de palestinos.

Ayeler Shaked é a mesma que em julho de 2014 escreveu em seu Facebook incentivando o massacre de palestinos – “Eles têm de morrer e as suas casas devem ser demolidas. Eles são nossos inimigos e nossas mãos deveriam estar manchadas com o sangue deles. Isto também se aplica as mães dos terroristas mortos.”

Estranhamente esse tipo de discurso foi tolerado pela rede social de Mark Zuckerberg.

O medo da internet revelar a verdade sobre o sionismo

Fontes palestinas relatam que antes de tal legislação ser acordada várias vezes o Facebook removeu conteúdo crítico ao regime de Tel Aviv por ser “anti-israelense”.

O ministro do Interior israelense, Gilad Erdan, descreveu o Facebook como um monstro que coloca a segurança do regime de Tel Aviv em perigo.

Até agora não se sabe quando os novos regulamentos entrarão em vigor, mas ativistas palestinos alertam que esta medida limita severamente a liberdade de expressão dos palestinos.

Eles também acreditam que esta legislação visa censurar todos os tipos de críticas a ocupação de Israel e tem como finalidade não deixar que ativistas e cidadãos usem a plataforma Facebook para mostrar ao mundo as práticas brutais e de repressão que o regime talmúdico de Israel tem sobre palestinos .

Não é a primeira vez que a ocupação sionista está tentando forçar as redes sociais a limitarem a liberdade de expressão de seus usuários: em dezembro de 2015 soube-se que representantes de YouTube e Google se reuniram e concordaram em censurar material crítico ao regime de Israel.

Outra censura comum se dá com o estudo do suposto holocausto judeu por meio de câmaras de gás que teria vitimado 6 milhões de hebreus na segunda guerra mundial. Muitos estudiosos de países europeus como Alemanha e França são proibidos de desmentir a tal farsa inventada pelos sionistas.

Infelizmente para a falsa Israel tanto o número de 6 milhões quanto a existência de câmaras de gás já foram desmentidas pela historiografia.

Referência:

HispanTV

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Força aérea israelense ataca exército da Síria na região das colinas de Golã

Se Israel convive pacificamente com os terroristas do Estado Islâmico nas fronteiras das colinas de Golã – como noticiou Panorama Livre – o mesmo não pode se dizer em relação ao Exército Sírio. A força aérea israelense disparou dois mísseis na direção das posições defendidas pelo exército sírio de Bashar al-Assad na noite desta segunda-feira (25).

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Segundo uma fonte militar, os mísseis israelenses erraram os alvos localizados na cidade de Ba’ath. Os helicópteros israelenses atacaram posições da artilharia (morteiros) do Exército Árabe da Síria em Ba’ath porque de acordo com relatórios anteriores vários morteiros teriam sido disparados na parte ocupada por Israel nas colinas de Golã.

No entanto, o Exército Árabe da Síria negou ter disparado morteiros para a parta ocupada por Israel em Golã. Além disso, o exército sírio acusou os rebeldes jihadistas da Jabhat Al-Nusra (braço sírio da Al-Qaeda) de desencadear uma resposta violenta aos militares israelenses.

No passado, os rebeldes jihadistas usaram sua presença na fronteira com Israel como uma maneira de instigar um confronto violento entre os exércitos de Israel e da Síria. Vale lembrar que inúmeros jihadistas que hoje levam terror a Síria já foram flagrados com armas vindas de Israel, Estados Unidos, Reino Unido, Turquia, França e até mesmo Romênia.

Em janeiro, o ministro da defesa de Israel declarou que prefere o Estado Islâmico ocupando a Síria no lugar do Irã – este último aliado de Bashar al-Assad. Curiosamente os inimigos de Israel são os mesmos do Estado Islâmico: Irã, Assad e Hezbollah. Novamente Israel parece estar protegendo o Estado Islâmico das forças de Assad.

Referência: Al-Masdar News

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Israel e Estado Islâmico convivem sem se atacarem na região das colinas de Golã

Israel ignora grupo do Estado Islâmico que está baseada ao lado das colinas de Golã, no vale Yarmouk. A presença desse grupo do Estado Islâmico tão perto de Israel levanta muitas questões, como a possível colaboração entre ambas as partes.

O primeiro questionamento seria o porquê do Estado Islâmico não atacar Israel a partir da referida base? Da mesma forma por que a Força de Defesa de Israel (exército de Israel) ainda não atacou esse grupo de extremistas, que atualmente é pequeno e fraco, em sua fronteira? As respostas a essas perguntas mostram o que há por trás de tamanha passividade.

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O vale Yarmouk está encravado entre Jordânia, Síria e nos territórios ocupados por Israel nas colinas de Golã. O vale consiste em algumas pequenas cidades, a maioria das quais estão agora controladas pelo Estado Islâmico filiadas ao Liwa Shuhada al-Yarmouk ou Brigada dos Mártires de Yarmouk (BMY). Este grupo foi criado por Mohammad al-Baridi, conhecido por seu apelido “O Tio ‘, em 2012, no sudoeste da Síria, bem próximo de Israel.

O grupo começou relativamente moderado, com uma estreita aliança com o Exército de Libertação da Síria, este último apoiado por Estados Unidos, França, Reino Unido, Israel e outros aliados. Mas a moderação rapidamente se dissipou durante o curso da guerra civil síria.

O início de 2013 porém viu a Brigada dos Mártires ganhar poder no vale de Yarmouk. O grupo em 2013 passou a ter confrontos militares com Jabhat al-Nusra, o grupo sírio da al-Qaeda, que detinha o poder em Daraa (sudoeste da Síria). Isto levou ao assassinato de al-Baridi pela al-Nusra em novembro de 2015. Durante este tempo, o grupo construiu uma pequena área para si na orla de Daraa junto às colinas de Golã. A Brigada dos Mártires continuou a se distanciar da al-Nusra, enquanto ainda promovia leis islâmicas conservadoras.

A Brigada dos Mártires de Yarmouk começou, em 2015, a implementar reformas islâmicas. A política foi implementada sob al-Baridi (líder assassinado) que tentou “corrigir” as políticas do regime anterior. Isto incluiu a criação de um tribunal e de uma força de polícia islâmica. A Brigada dos Mártires também mudou o nome de seu departamento de governança para Diwan al-hisba – “Diwan” traduzindo do termo regional significa “Estado Islâmico”. O grupo até mudou seu logotipo para incorporar a bandeira do Estado Islâmico. Até o final de 2015 a Brigada dos Mártires de Yarmouk tornou-se um sub-grupo do Estado Islâmico apenas a poucos passos de distância de Israel que parece não se importar muito visto que o Estado Islâmico é um exército mercenário usado no projeto da criação da Grande Israel.

E de fato a aliança entre a Brigada e os terroristas significa que o Estado Islâmico agora compartilha uma fronteira com Israel. Em um dos discursos de al-Baghdadi – líder do Estado Islâmico morto no início de 2016 e que chegou a receber cuidados médicos de Israel – ele falou sobre a ocupação sionista, no entanto ele só se referia à área como “Palestina”, provavelmente em um esforço para evitar reconhecer tal “estado”, visando assim manter as aparências. Al-Baghdadi lembrou aos judeus da ‘Palestina’ que o Estado Islâmico não se esqueceu deles, mas pelo correr dos fatos, obviamente tudo não passa de bravatas.

A Brigada dos Mártires de Yarmouk já provocou indignação internacional quando em 2013, o grupo sequestrou cerca de 20 soldados das forças de paz das Filipinas que serviam as Nações Unidas. Eles mantiveram os reféns por duas semanas antes de liberá-los.

Lembrando que o sequestro se deu dentro de territórios ocupados por Israel e ainda sim isso não foi o suficiente para Israel atacar o grupo. Pelo visto Israel não anda muito preocupado e nem enxerga como ameaça um grupo capaz de atacar  soldados que servem a ONU.

Israel ataca os inimigos do Estado Islâmico mas não o Estado Islâmico

Israel teve vários ataques aéreos autorizados pela Síria durante a guerra civil no país. Estes ataques aéreos no entanto, não tiveram como alvo o Estado Islâmico ou a al-Nusra ou outros grupos jihadistas sunitas. Estes ataques foram direcionados aos grupos filiados aos xiitas, predominantemente o Hezbollah – grupo que reconhece o governo Assad e é inimigo do Estado Islâmico.

Israel, em setembro de 2014, também abateu um avião da Força Aérea Síria que penetrou no espaço aéreo de Golã: pela primeira vez desde a guerra árabe-israelense de 1973 que a Força de Defesa de Israel  atacou um veículo militar oficial da Síria. Israel mostrou durante a guerra civil síria, que está disposto a atacar aqueles que ameaçam sua integridade territorial mas não o Estado Islâmico, deixando claro que os terroristas fazem um trabalho sujo a favor do sionismo.

A Brigada dos Mártires de Yarmouk  entrou no território israelense e ainda sim nenhum conflito foi registrado. Na verdade houveram relatos publicados pela revista Foreign Policy, que Israel está longe de combater as milícias na fronteira de Golã e que, pelo contrário, a ocupação sionista estaria prestando cuidados de saúde aos militantes do Estado Islâmico.

Cerca de 1.000 “sírios”, em 14 meses receberam tratamento, de acordo com o tenente-coronel Peter Lerner. O tenente-coronel chegou a dizer – “nós não fazemos qualquer habilitação ou verificar de onde eles são ou qual grupo eles estão lutando, ou se são civis.”

Muitos se perguntam por que Israel tem uma postura tão relaxada em relação ao Estado Islâmico, quando na verdade é perceptível que o regime sionista aparelhou o Estado Islâmico.

É nítido que Israel não está focado em atacar o Estado Islâmico e grupos sunitas, mas sim os grupos xiitas na Síria. Os ataques aéreos de Israel atingem forças do regime Assad e o Hezbollah, mas nunca o Estado Islâmico ou a al-Nusra.

Uma correspondência entre a então secretária de Estado americano, Hillary Clinton e o conselheiro político Jacob Sullivan, sobre os objetivos de Israel na região, expuseram porque Israel ignora o Estado Islâmico. Em 2012, no início do conflito, Sullivan disse que havia “um lado positivo para a guerra civil na Síria.” Este dito “lado positivo”, para uma guerra que custou mais de 400 mil vidas era que, “se o regime Assad tombasse, o Irã perderia seu único aliado no Oriente Médio e seria isolado”. Isso iria agradar Israel, que sob o governo de Netanyahu não parou de fazer alarde de uma possível ameaça iraniana. Uma guerra que desestabiliza o aliado do Irã beneficiaria os interesses israelenses. Esta crença maquiavélica explica como o Estado Islâmico é usado para desestabilizar a região pelo eixo Londres-Washington-Tel Aviv.

O vale do Yarmouk ser tranquilamente controlado pelo Estado Islâmico é só mais uma amostra que Israel maquinou perfeitamente a balcanização da região e que, acima de tudo, mantém seus aliados bem próximos e protegidos.

Referência:

Open Democracy

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