Entrevista

Bashar al-Assad cita colaboradores do terrorismo e não crê em federalismo para Síria

O presidente da Síria Bashar al-Assad concedeu uma entrevista nesta quarta (30) à agências russas RIA Novosti e Sputnik. Entre alguns pontos salientou que a Síria não está pronta para o federalismo e acredita que se for colocada tal pauta para votação o povo sírio não aprovaria.

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Na entrevista Assad destacou também o apoio russo e de outros aliados dados a Síria e que o avanço do regime sírio em deter os inimigos só vai acelerar a solução dos problemas internos do país.

O presidente também disse que o terrorismo na Síria e Iraque é apoiado pela Turquia, Arábia Saudita e também por algumas potências europeias como França e Grã-Bretanha, enquanto outros países se comportam como transeuntes e curiosos, afirmando que as sanções ocidentais impostas à Síria são uma das causas do grande fluxo de emigração que se abateu na Europa.

A entrevista completa

Pergunta 1: Muito está sendo dito sobre os refugiados sírios. A grande maioria dos refugiados na Europa se apresentam como sírios, até mesmo paquistaneses. De acordo com dados alemães, 77% dos refugiados não têm documentos de identificação. Queremos entender como você avalia o número de refugiados que foram obrigados a deixar o país e por que eles fugiram do país, e o número de pessoas deslocadas no interior da Síria. Nós gostaríamos de obter uma avaliação correta sobre esta questão.

Presidente Assad: Claro, não há números precisos sobre aqueles que deixaram a Síria ou foram deslocados dentro da Síria. Há valores aproximados, porque as pessoas se movem dentro da Síria, sem registrarem-se como pessoas deslocadas. Eles vão para aldeias onde têm parentes e vivem com as famílias dos amigos. A maioria deles chegam de áreas onde há terroristas e passam para áreas controladas pelo Estado, buscando segurança. Mas eu não acredito que o problema seja como (especialistas) avaliam. O problema é que, até agora, não há nenhuma ação séria tomada por muitos países do mundo para resolver o problema dessas pessoas. Eles lidam com a questão da emigração como se ela só dissesse respeito ao mundo exterior. Eles querem recebê-los em alguns países europeus, fornecer-lhes abrigo e ajuda, e, provavelmente, enviar alguma ajuda aos deslocados dentro da Síria. Isto não resolve o problema. O principal problema é o do terrorismo. É por isso que devemos lutar contra o terrorismo a nível internacional, porque o terrorismo não está relacionado somente com a Síria. Ele existe no Iraque, ele é apoiado diretamente pela Turquia, pela família real saudita, e alguns países ocidentais como França e Grã-Bretanha. Outros países se comportam como transeuntes e curiosos. Eles não tomam qualquer ação séria. Eu acredito que aqui reside o problema, e não nos próprios números.

Pergunta 2: Estou certo de que você está esperando pelos sírios para que retornem ao seu país. Mas isso vai acontecer após a reconstrução. Você tem estimativas do tamanho da destruição e danos causados ​​à Síria durante os últimos anos?

Presidente Assad: Os prejuízos econômicos, relacionados à infraestrutura, são mais de 200 bilhões de dólares. Os prejuízos econômicos podem ser reparados imediatamente depois as coisas se acalmarem na Síria. Mas a infraestrutura demora muito tempo. Nós começamos o processo de reconstrução, mesmo antes de a crise ter terminado, a fim de aliviar, tanto quanto possível, o impacto do dano econômico e os danos à infraestrutura sobre o cidadão sírio, e ao mesmo tempo para reduzir a emigração. Aqueles que gostariam de voltar podem fazê-lo quando eles visualizarem que há esperança de que as coisas vão melhorar. A emigração não é causado apenas pelo terrorismo e pela situação de segurança. Também é causada pelas sanções ocidentais impostas à Síria. Muitas pessoas emigraram de áreas seguras, que não têm o terrorismo por causa das condições de vida. As pessoas já não são capazes de obter as suas necessidades. É por isso que, como um Estado, devemos tomar medidas, ainda que iniciais, a fim de melhorar as condições econômicas e de serviços na Síria. Isso é o que estamos fazendo a respeito de reconstrução.

Pergunta 3: É claro, a Síria depende da ajuda da comunidade internacional. Em de quem você vai depender na reconstrução de seu país, e como encara o papel das empresas e as empresas russas?

Presidente Assad: O processo de reconstrução é rentável em todos os casos para as empresas que vão participar da mesma, particularmente se eles poderiam obter empréstimos seguros dos países que irão apoiá-los. É claro, esperamos que, neste caso, que o processo vá depender dos três principais países que apoiaram a Síria durante esta crise: Rússia, China e Irã. Mas eu acredito que muitos dos países que foram contra a Síria, e eu digo países ocidentais, em primeiro lugar, tentarão enviar suas empresas para fazer parte deste processo. Mas para nós na Síria, não há dúvida de que a direção principal será em direção a países amigos. Não há dúvida de que, se você perguntar a qualquer cidadão sírio sobre isso, sua resposta será política e emocionalmente que gostaríamos de empresas desses três países, particularmente na Rússia. E quando falamos sobre a infraestrutura, que inclui talvez não apenas dezenas de áreas e especialidades, mas centenas. É por isso que haverá um espaço muito grande para todas as empresas russas para participar no processo de reconstrução Síria.

Pergunta 4: Sr. Presidente, passamos para a parte política. Como o senhor avalia os resultados das negociações que terminaram na semana passada em Genebra sobre a Síria?

Presidente Assad: Até agora, não podemos dizer que algo foi alcançado nas conversações de Genebra, mas nós começamos agora com as coisas principais, ou seja, que estabelecem os princípios básicos sobre os quais serão construídas as negociações. Quaisquer negociações feitas sem princípios se transformarão em negociações caóticas que não produzirão nada, permitindo que cada parte seja intransigente e permite que outros países interfiram de forma não objectiva. Nós começamos com um papel de princípios. Nosso trabalho principal foi com o Sr. de Mistura (Staffan de Mistura), não com a outra parte que estamos negociando com, e vamos continuar as discussões sobre este documento na próxima rodada. Posso dizer agora que o que foi alcançado na primeira rodada é o começo da definição de uma metodologia para o sucesso das negociações. Se continuarmos com esta metodologia, as outras rodadas vão ser boas ou produtivas.

Pergunta 5: Eu queria perguntar-lhe sobre isso. Quais são as posições a partir da qual a Síria vai começar a próxima rodada de negociações, quando o que é chamado de “transição política” será discutido? E então a questão de um órgão de governo de transição será gerado. Qual é a sua opinião sobre o mecanismo de formação de tal corpo?

Presidente Assad: Primeiro, relativo à definição do período de transição, não há nenhuma definição. Nós na Síria acreditamos que o conceito de transição política significa passar de uma constituição para outra, e a constituição expressa a forma do sistema político necessário para o período de transição, de modo que o período de transição deve continuar sob a atual constituição, e depois passar para o próxima constituição depois de ser votada pelo povo sírio. Até esse momento, o que podemos fazer, na nossa perspectiva, na Síria, é garantir que haverá um governo. Esta estrutura transitória, ou forma de transição, é um governo constituído por todo o espectro das forças políticas sírias: a oposição, independentes, o atual governo, e outros. O principal objetivo deste governo será a elaboração da Constituição, colocando-a para votação dos sírios, e depois passar para a próxima constituição. Não há nada, nem na constituição síria nem em qualquer outra constituição no mundo, chamado de “corpo de transição”. Isto é ilógico e inconstitucional. Quais são as autoridades deste corpo? Como deve executar as atividades diárias referentes a população? Quem supervisiona o seu desempenho? Agora há a Assembleia Popular (Parlamento) e uma constituição que governa sobre o governo e o Estado. É por isso que a solução é a formação de um governo de unidade nacional que se prepare para uma nova constituição.

Pergunta 6: Aqui, a respeito deste governo, eu queria perguntar-lhe sobre o mecanismo de formar-lo. Quem vai nomear isso? Também será o Parlamento eleito em 13 de abril, ou você pessoalmente? Ou você está indo para permitir uma entrada internacional nisto? Como o governo vai ser formado?

Presidente Assad: Este é o objetivo de Genebra, um diálogo entre sírios em que estamos de acordo para a formação deste governo. Claro, não chegamos a uma concepção final ainda, porque as outras partes da Síria não concordaram com o princípio ainda. Há aqueles que concordaram, mas quando estamos todos de acordo com o princípio, vamos falar sobre como ela será implementada. É lógico ter forças independentes, forças da oposição e forças leais ao governo representadas. Isto é, em princípio. Quanto à forma como este será distribuído tecnicamente, você sabe, há ministérios com carteiras, outros sem carteiras, ministros que irão juntar-se ao estado sem qualquer experiência no trabalho do governo. Como eles poderiam executar os assuntos diários relacionados a população? Há muitas perguntas detalhadas que devem ser discutidas entre nós, em Genebra, mas estas questões não são complicadas. Eu não acho que elas sejam complicados. Todas elas são solucionáveis. A Assembleia do Povo não tem nenhum papel neste processo. É um processo conduzido entre nós e a oposição fora da Síria. Assembleia Popular supervisiona o trabalho do governo, mas não designa o governo na Síria.

Pergunta 7: Você acredita que a estrutura do próximo Parlamento será multi-partidária?

Presidente Assad: Isso depende do eleitorado da Síria. Haverá novas cores na sociedade síria? Em outras palavras, não é o suficiente, como aconteceu nas eleições parlamentares em 2000, ter novos partidos. Você pode formar uma centena de partidos; mas isso não significa que todos eles serão representados nas eleições. Qual é a forma aceitável para o cidadão sírio votar? Como você sabe, essas coisas não acontecem rapidamente. Eles precisam de tempo. Cada novo partido precisa provar seu ponto de vista e o programa de política para os cidadãos, e em circunstâncias tão difíceis, talvez, as pessoas, por natureza, não querem tentar um monte de coisas novas. Talvez quando a situação de segurança melhorar, vamos ver isso de uma maneira melhore. Os cidadãos terão preocupações políticas mais do que as preocupações relacionadas com as condições de vida. Hoje, as pessoas pensam antes de tudo sobre suas vidas, sobre a sua segurança, e, em seguida, sobre as condições de vida, a educação de seus filhos e sobre a sua saúde. Outras preocupações vêm mais tarde. É por isso que, nas presentes condições, eu não espero ver uma mudança real e radical.

Pergunta 8: Apesar de tudo isso, como é que os seus sucessos no campo de batalha e as vitórias das forças governamentais, ajudam na transição política? Há aqueles que acreditam que isso fará com que a sua posição nas negociações de Genebra sejam mais duras. Isso ameaçaria o processo político?

Presidente Assad: Esta é uma pergunta muito importante, porque há aqueles que acusam nós e a Rússia disso, já que a luta da Rússia contra o terrorismo é retratada como apoio ao presidente ou o governo sírio, e, consequentemente, é um obstáculo em face do processo político. Isso teria sido verdadeiro se não fossemos flexíveis, desde o início, ou se tivéssemos sido muito intransigentes. Mas se você voltar para a política do Estado sírio para os últimos cinco anos, você vai descobrir que temos respondido a todas as iniciativas sem excepção, e de todas as direções, mesmo quando elas não eram genuínas. O nosso objetivo era que nós não queríamos deixar de tentar qualquer oportunidade para resolver a crise síria. É por isso que eu posso resumir a resposta a este ponto, dizendo que o apoio militar russo, o apoio dos amigos da Síria, e todas as conquistas militares sírias vão acelerar a solução política e não o contrário. Nós não mudamos nossas posições, nem antes do apoio russo, nem depois. Fomos para Genebra, e ainda somos flexíveis. Mas, ao mesmo tempo, essas vitórias terão um impacto sobre as forças e os estados que obstruem a solução, porque esses estados, principalmente a Arábia Saudita, Turquia, França e Grã-Bretanha apostam em uma falha no campo de batalha, a fim de impor as suas condições de negociações políticas. Então, essas ações militares e o progresso militar levará a acelerar a solução política e não a obstruí-la.

Pergunta 9: Se falarmos sobre o futuro, como é que você prevê a existência de bases militares estrangeiras em território sírio, no futuro? De acordo com quais condições essas bases permaneceriam? E a Síria precisa delas?

Presidente Assad: Se falarmos sobre o período atual, período de terrorismo, sim, nós certamente precisamos delas, porque elas são eficazes no combate ao terrorismo. Mesmo que a situação na Síria tenha se tornado estável novamente, a partir de uma perspectiva de segurança, a luta contra o terrorismo não é rápida ou é transitória. O terrorismo se espalhou por décadas nesta região, e ele precisa de um longo período de tempo para se combater. Isto é, por um lado ou por outro, isto não está relacionado com o combate ao terrorismo somente. Está relacionada com a situação internacional em geral. Infelizmente, o Ocidente, durante a Guerra Fria, depois dela e até agora não mudou sua política. Ele (o ocidente) quer dominar a tomada das decisões internacionais. E, infelizmente, também, as Nações Unidas não foram capazes de desempenharem um papel de manutenção da paz no mundo. Então, até esse momento, até que a Organização das Nações Unidas recupera seu verdadeiro papel, bases militares continuam a serem necessárias para nós, para você, para o equilíbrio internacional no mundo. Este é um fato independentemente de nós concordarmos ou discordarmos com ele, mas por enquanto continua a ser necessário.

Pergunta 10: Sobre que bases você está falando exatamente agora?

Presidente Assad: Eu estou falando sobre as da Rússia. Não há outros estados, porque nossas relações com a Rússia existem há mais de seis décadas e elas (as relações) são baseadas na confiança e clareza. Além disso, no caso é porque a Rússia baseia suas políticas em princípios, e nós também baseamos nossas políticas em princípios. É por isso que quando há bases militares russas na Síria, não constituem uma ocupação. Pelo contrário, elas reforçam as nossas relações e nossa amizade, e reforça a segurança e segurança é o que nós queremos.

Pergunta 11: Você prevê, ou poderia permitir que a Síria se transforme em um estado federalizado? Se sim, qual seria a forma do autogoverno curdo? Como isso se estenderia?

Presidente Assad: Geograficamente falando, a Síria é muito pequena para um estado federal. É provavelmente menor do que a maioria das repúblicas da Federação Russa. Socialmente falando, uma federação precisa de círculos eleitorais sociais que não podem viver uns com os outros. Isso não existe na história síria. Em princípio, eu não acredito que a Síria está preparada para o federalismo. Não há fatores naturais que possam levar ao federalismo. Em última análise, é claro, nós, como um estado, diremos que concordamos com o que quer que o povo sírio concordar. A questão do federalismo está ligada à constituição, e a constituição precisa de aprovação popular. Mas não é um conceito que precisa ser corrigido em relação ao federalismo curdo. A maioria dos curdos querem viver em uma Síria unificada, sob um sistema central, não em um sistema federal, no sentido político. Portanto, não devemos confundir alguns dos curdos que querem um sistema federal, por um lado, com todos os curdos do outro. Pode haver outros muito pequenos círculos eleitorais, não só os curdos, que buscam o federalismo. Mas a ideia do federalismo não é uma proposição geral na Síria; e eu não acredito que se ele for posto a votação, será aprovada pelo povo sírio.

Pergunta 12: Mas agora há uma conversa sobre a nova Constituição. Você concorda que o esboço da nova Constituição estará pronto até agosto? Esta é a data fixada por John Kerry em suas conversações no Kremlin; Considerando que a posição da Rússia ainda não foi anunciada. Esta é a posição que Kerry anunciou em Moscou.

Presidente Assad: O projeto de Constituição pode ser preparado em questão de semanas. Os peritos estão lá, e há proposições que podem ser recolhidas. O que leva tempo é a discussão. A questão não é quanto tempo vai demorar a elaboração da Constituição, mas o qual é o processo político através do qual passaremos a discutir a constituição. Nós, como um Estado podemos redigir a Constituição e colocá-la para votação. Mas quando falamos de forças políticas, quem são essas forças políticas? Nós não sabemos. Nós colocamos esta pergunta para Staffan de Mistura. Ele também não sabe. Mesmo os americanos não sabem. O Ocidente, ou alguns países, em particular a Arábia Saudita, querem reduzir tudo no outro lado para (ajudar) a oposição de Riyadh, a qual inclui terroristas. Então, deve haver uma única imagem para a oposição. Isso não existe. Em seguida, negociaremos com eles sobre uma constituição. Fora isso, agosto soa como um tempo bom e suficiente.

Referência:

Al-Masdar

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Terrorismo

Líder do Estado Islâmico morre em hospital de Israel – terroristas divergem sobre novo líder

O líder do grupo terrorista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, não resistiu aos ferimentos de um ataque feito a sua posição, no dia 18 de março, no Iraque, e foi declarado morto por seus médicos e cirurgiões israelenses.

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Os membros do Estado Islâmico no Iraque já teriam jurado lealdade a Abu Ala Afri como seu sucessor, informou a imprensa de países árabes neste domingo. Terroristas da ala localizada na Síria questionam o suposto novo líder.

De acordo com duas agências iraquianas de notícias, Alghad Pressione e Al-Youm Al-Thamen, bem como fontes da cidade iraquiana de Mosul, o líder dos terroristas morreu em um hospital israelense nos territórios ocupados nas colinas de Golã, onde ele havia sido internado para tratamento após ter sofrido ferimentos graves durante um ataque conjunto do exército iraquiano e das forças populares que lutam contra o Estado Islâmico. O líder terrorista foi alvo de um ataque aéreo no oeste do Iraque em 18 de março.

As fontes acrescentaram que a Al-Baghdadi foi declarado por seus médicos e cirurgiões, todos  israelenses, como “clinicamente morto”.

A agência iraquiana Al-Youm Al-Thamen citando fontes de inteligência disse que o Estado Islâmico já havia gravado vários vídeos de seus líderes meses antes para provar que eles estavam vivos.

As fontes acrescentaram que os membros do grupo terrorista que estão no Iraque já prometeram lealdade a um novo líder chamado Abdul Rahman al-Sheijlar, aliás Abu Ala Afri, como sucessor de Baghdadi.

Há também relatos não confirmados de que disputas internas eclodiram e as diferenças entre uma série de facções do Estado Islâmico na Síria e no Iraque estariam adiando a nomeação do novo líder. O ramo do Estado Islâmico que luta na Síria rejeitou a liderança de Afri e estão em um impasse sobre o sucessor de Baghdadi.

O canal de televisão Hispan TV também divulgou um relatório do dia 25 de março que confirmou a morte do líder do Estado Islâmico.

Um relatório divulgado pelo The Guardian em 21 de março, disse que Baghdadi sofreu ferimentos graves e que “sua vida estava em risco” durante um ataque ocorrido também em março.

O relatório, era claro, acrescentando que Baghdadi tinha sobrevivido aos ferimentos e tais ferimentos de Baghdadi levaram os líderes do Estado Islâmico a realizarem reuniões urgentes para decidirem sobre o futuro líder, pois o grupo terrorista acreditava que Baghdadi iria morrer.

Uma autoridade iraquiana confirmou que o ataque ocorreu em 18 de março em Al-Baaj, um distrito de Nínive, perto da fronteira com a Síria. Houveram outros dois relatórios anteriores em novembro e dezembro sobre Baghdadi sofrendo ferimentos, porém muito imprecisos.

Hisham al-Hashimi, um funcionário iraquiano que aconselha Bagdá sobre o Estado Islâmico disse: “Sim, ele foi ferido em Al-Baaj perto da aldeia de Umm al-Rous em 18 de março com um grupo que estava com ele.”

Data da morte seria 22 de março?

Curiosamente ao digitar o nome “Abu Bakr al-Baghdadi” na ferramenta de pesquisa Google, o perfil do líder terrorista aparece e seu falecimento é citado como ocorrendo no dia 22 de março de 2016. Estranhamente a ferramenta de pesquisa não especifica o local da morte.

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Referência:

Veterans Today

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Geopolítica

Japão enviou 331 quilos de plutônio aos Estados Unidos – o suficiente para 50 bombas atômicas

Um navio com 331 quilos de plutônio saiu do Japão com destino aos Estados Unidos. A carga, que deixou o porto da Prefeitura de Ibaraki, tem plutônio o suficiente para a construção de até 50 bombas nucleares.

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O material nuclear está sendo transportado por uma embarcação britânica fortemente armada, operada pela Pacific Transportes Nuclear. Sua rota exata foi, obviamente, mantida em segredo por razões de segurança. A pureza de plutônio é tão elevada que o material pode facilmente ser usado para fazer armas nucleares avançadas.

Dois navios, equipados com canhões navais e com outros aparatos de proteção sofisticados, ambos de bandeira britânica, tinham chegado anteriormente a vila costeira de Tokai no Japão.

A transferência de plutônio para o navio levou várias horas, informou a emissora de notícias estatal do Japão, NHK. A remessa de plutônio enviada foi majoritariamente comprada pelo Reino Unido e uma menor parte pelos EUA e pela França. O destino final da carga será a base de Savannah River na Carolina do Sul – que trata-se de um complexo onde se encontram várias das armas nucleares dos Estados Unidos.

A versão oficial diz que o embarque faz parte do acordo de combate ao terrorismo entre o Japão e os EUA realizado em 2014, durante uma cúpula nuclear. A medida visaria aliviar as preocupações com o grande estoque de plutônio do Japão.

O Japão possui cerca de 47 toneladas de plutônio, o suficiente para produzir até 6.000 bombas atômicas.

Tokyo comprava plutônio do Ocidente na década de 1970 para fazer pesquisas nucleares e mais adiante chegou a criar o material por reprocessamento de combustível irradiado a partir de instalações de energia. No entanto, com exceção de duas usinas nucleares, todos os reatores usados no passado foram fechados após o desastre nuclear de Fukushima em 2011.

Nem as autoridades japonesas, nem a embaixada dos EUA em Tóquio comentaram oficialmente sobre o transporte por conta da sensibilidade que cerca o assunto.

Referência:

International Business Time

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Geopolítica

Brasil na pauta? John Kerrry se encontrará com as FARC em Cuba

O Secretário de Estado dos Estados Unidos John Kerry se encontrará hoje com líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC. O encontro se dará em Havana, capital de Cuba.

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As FARC que têm lutado contra o governo colombiano desde os anos 1960, controlam uma área na selva montanhosa, localizada na região central da Colômbia, com extensão equivalente ao território da Suíça.

O diálogo ocorrerá em meio a visita de Obama a Cuba e oficialmente o objetivo de tal reunião seria fazer uma avaliação dos progressos das negociações de paz entre o governo colombiano e as FARC e encerrar o conflito que já dura 50 anos.

O The Telegraph relatou que uma fonte do gabinete do Alto Comissário para a Paz da Colômbia e fontes próximas as FARC confirmaram a reunião.
“Tem sido programado o encontro com Kerry”, confirmou o negociador das FARC, Pastor Alape à agência de notícias Reuters.

A reunião com John Kerry vai coincidir com um jogo amistoso de beisebol entre o time americano Tampa Bay Rays e a seleção nacional de Cuba, nesta terça-feira (22). O jogo contará com a presença do presidente Barack Obama, que iniciou uma visita oficial a Cuba no domingo.

Os representantes das FARC e o governo da Colômbia também foram convidados para irem ao jogo com Obama e Raul Castro.

Brasil pode estar na pauta e isso não é bom 

Lembrando que as FARC, como todos os grupos associados as causas socialistas e progressistas, são dependentes do aparato financeiro que comanda o jogo político dos Estados Unidos e outras potências.

Em 1997, as FARC foram classificadas como grupo terrorista pelo Departamento de Estado americano, porém o mesmo se deu com a Al-Qaeda e com o Estado Islâmico que são constantemente usados e aparelhados pelas entidades que também controlam o aparato estatal americano.

Em 1999 o presidente da bolsa de valores de Nova Iorque, Richard Grasso, se encontrou com o comandante das FARC, Raúl Reyes.

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Os Estados Unidos sempre foram tolerantes com a existência de Cuba, uma ilha que fica a não mais que 300 quilômetros da sua costa e a usou durante anos como pilar ideológico da América Latina promovendo assim seu subdesenvolvimento. Para um estado policial que derrubou inúmeros líderes de países bem mais distantes, derrubar a ditadura cubana seria simples.

O encontro de John Kerry com as FARC desperta temores pois pode revelar uma situação onde a crise brasileira será a pauta e o debate poderá definir como vão agir as forças internacionais que estão interessadas no território brasileiro.

Na América do Sul, além das FARC, os aparatos globalistas que contam com ONGs, fundações, bancos e corporações, também controlam vários mercenários travestidos de indígenas e quilombolas em regiões estratégicas do Brasil.

Recentemente líderes da esquerda sul-americana como Nícolas Maduro e Evo Morales – ambos muito influenciados pelo regime cubano – disseram que poderiam interferir para evitar que o PT seja destituído do poder, no que acusaram de ataque a democracia. É de conhecimento popular que Havana é o principal farol dos líderes socialistas bolivarianos da América do Sul

Ligando tais fatos, tudo leva a crer que Havana será o ponto que irá unificar possíveis estratégias e ações conjuntas dos exércitos oficiais da Venezuela e da Bolívia com os grupos mercenários ligados aos globalistas como as FARC, “indígenas” e “quilombolas”, além claro do exército do PT que é o MST.

Infelizmente o Brasil pode estar próximo de virar uma nova Iugoslávia ou uma Síria, onde diversos grupos, sejam mercenários ou exércitos oficias, atuem com o interesse de desmembrar a pátria e colocá-la a disposição de potências estrangeiras.

Referência:

Homeland Security News Wire

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Nacional

A três passos da guerra civil? O momento lembra o aviso do Col. Gelio Fregapani

Neste momento tão delicado do Brasil seria importante darmos voz a quem realmente roda o país inteiro e principalmente suas regiões mais vulneráveis, no lugar de ouvirmos artistas e outras classes que passam a vida em suas bolhas de ciclos viciosos e se tornam prostitutos da opinião.

O texto abaixo é do Coronel Gelio Fregapani, onde um resumo de sua biografia estará disponível  ao fim do conteúdo.

O texto é de 2014 e o Panorama Livre faz questão de ressuscitá-lo para que seu leitor esteja ciente do que se passa no Brasil. Quando o autor se refere a uma guerra civil, está muito distante de propor um conflito entre petistas e não-petistas ou entre classes. O paralelo deve ser feito de uma maneira mais abrangente.

O Brasil, assim como outros países que sucumbiram em guerras civis, o fizeram por ceder à forças internacionais e suas causas. Aqui no Brasil temos inúmeras células fortemente armadas e que a qualquer momento e por qualquer motivo podem despertar. O objetivo disso tudo? Balcanizar, desmembrar o Brasil em regiões e pequenas republiquetas, para que corporações privadas ou estatais tenham acesso a nossos recursos naturais como jazidas de metais preciosos, gás, minério, petróleo, aquíferos e biodiversidade.

Sendo direto, a grande preocupação se dá com os seguintes grupos: MST, indígenas, quilombolas, exércitos bolivarianos vizinhos e intervenções de grandes potências com justificativas de barrar esse possível estopim civil.

O que impede de a qualquer momento, grupos indígenas fortemente armados se rebelarem contra o estado brasileiro usando como justificativa as falsas acusações de “golpismo” que assolam os que tentam investigar o Partido dos Trabalhadores? O que impede de “nações” quilombolas também se rebelarem por qualquer gesto sofrido pelo regime que aí se encontra afirmando não reconhecer mais legitimidade no estado brasileiro? Interessante que a ONU provavelmente respaldaria tais grupos devido a sua inclinação para defender a “autodeterminação dos povos”.

Lembrando que tanto quilombolas quanto os indígenas atuais, são mercenários financiados com grana vinda do exterior e não têm nada a ver com as tribos as quais povoavam “Pindorama”.

O MST – que contínua sem terra, apesar de 13, quase 14 anos, de PT – já cogita uma luta desse porte e isso pode muito bem se estender aos grupos anteriormente citados.

O problema é: e se o Brasil – visando defender sua soberania contra esses cavalos de Troia citados – sofrer retaliações de forças externas? Forças essas que são as financiadoras e controladoras dos movimentos indigenistas e quilombolas, possuindo seus centros em Londres, Wall Street e Tel Aviv e que comandam órgãos como a ONU, FMI, OMS, OTAN… E se for por meio de uma invasão dos países bolivarianos aliados do PT que as forças externas intervencionistas seriam atraídas?

Devemos ficar atentos caso não queiramos virar uma nova Síria, Iraque, Ucrânia ou Iugoslávia. As células armadas já existem no Brasil, mas não vestem a roupagem islâmica e sim de índios, quilombolas e MST.

A TRÊS PASSOS DA GUERRA CIVIL

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Cel. Gelio Fregapani

Os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina

Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas indígenas em uma gigantesca, e declarar sua independência. Isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.

Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola. Talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.

O MST se desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja: a convulsão social. Este conflito parece inevitável.

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.

 A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos:     Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las.

     — a divisão do povo brasileiro em etnias hostis;

     — os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais;

     — e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas.

Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.

Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostrará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.

A ameaça de conflitos étnicos, a mais perigosa pelo caráter separatista

A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de “uma grande nação” indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anúncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.

Na Amazônia Legal (2009), estão representadas em laranja as terras indígenas. Em 2005, reconhecidas e demarcadas pela Funai, já abrangiam12,41% do total do território brasileiro; outras 123 terras ainda estavam em processo de identificação e demarcação.

O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala, idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanha de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios. O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala.

O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:

     — Identificação das jazidas: já feito;

     — atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas: já feito;

     — conseguir a demarcação e homologação: já feito na maior parte;

     — colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns: já feito;

     — assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas: já feito.

Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas em uma gigantesca e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.

O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potências carentes dos recursos naturais — petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.

Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola


Futura distribuição dos territórios quilombolas

A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram “quilombolas”. No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará virou um quilombo inteiro.

Qual o processo? Apareceram uns barbudos depiercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: “O senhor mora aqui?” “Moro.” “Desde 1988?” (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). “Sim”. “Quem morava aqui?” “Meu avô.” “Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?” “Sim” “Até onde?” “Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha.” “Tudo é seu.” E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.

Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.

Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo.

Os Conflitos Rurais talvez os primeiros a eclodir


Lula e o MST: contemporização e apoio

O MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma “zona livre”, uma “república do MST” na região do Pontal do Paranapanema, o Governo só contemporiza; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas.

É claro que os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Pedro Stédile: “O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará.”

Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.

O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira

Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, mesmo matando os empregos Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.

Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais.

No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de “terra devastada” àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres. Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.

A três passos da guerra civil

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.

Várias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do Ministério da Justiça:

     — Roraima não está totalmente pacificada;

     — o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas;

     — no Rio Grande, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST;

     — Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do ministro Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.

Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora. Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais — petróleo, minérios e até terras cultiváveis — e estando dividido sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.

Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?

Que Deus guarde a todos vocês.

Biografia resumida    

O cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia. É um dos maiores conhecedores da Amazônia onde já esteve em praticamente todos os locais habitados e muitos dos desabitados, tendo varado largas extensões pela selva.

Já conduziu geólogos a ínvios lugares; chefiou expedições científicas às serras do extremo norte; desenvolveu métodos profiláticos para evitar doenças tropicais tendo saneado as minas do Pitinga e a região da hidrelétrica de Cachoeira Porteira; observou a problemática da extração madeireira; atuou na Serra Pelada e foi Secretário de Segurança em Roraima. Foi Assessor de Assuntos Estratégicos da Universidade Pan-Amazônica.

No Exercito, onde serviu por quatro décadas foi quase sempre ligados a Amazônia, foi um dos fundadores do Centro de Instrução de Guerra na Selva e um dos seus mais destacados comandantes.

Consegue fazer-se entender em mais de uma língua indígena e é extremamente estimado por uma tribo de etnia Ianomami, que homenageou dando o nome dele a alguns de seus filhos.

Coordenou a maior expedição cientifica Brasileira na Amazônia, atuou na Serra Pelada e observou a situação da exploração da madeira e do meio ambiente.

É considerado como mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva.

Na Agencia Brasileira de Inteligência foi o coordenador do Grupo de Trabalho da Amazônia, que reunia os especialistas no assunto das Forças Armadas, Policia Federal, EMBRAPA e outros órgãos de Sistema Brasileiro de Inteligência.

Como Superintendente da Agencia Estadual de Roraima, da ABIN, teve um observatório privilegiado do problema da Raposa Serra do Sol.

E suas observações sobre a Amazônia devem ser lidas por todos os que se preocupam com a nossa integridade territorial.

Referência:

Sacralidade

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Sionismo

Israel já roubou 234 hectares de território palestino em 2016

Israel anunciou na rádio do seu exército que se apropriou de uma grande parte do território palestino na Cisjordânia, onde ocupou e confiscou cerca de 234 hectares ou o equivalente a 328 campos de futebol, o que representa a maior apropriação de território palestino em anos, como disse a agência Reuters, citando fontes israelenses do movimento “Paz Agora” que se opõe a ocupação.

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O anúncio do território invadido foi feito em 10 de março e já supera a última expropriação feita em Agosto de 2014 onde os israelenses tinham tomado 154 hectares ou 215 campos de futebol.

O território roubado por Israel perto da cidade palestina de Jericó e do Mar Morto será utilizado para a expansão de assentamentos judaicos na área e também para evitar no futuro a formação de um Estado palestino contínuo.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-Moon condenou a ação como ilegal e pediu a Israel para reverter esta medida imediatamente. Responsáveis ​​americanos também observaram que o confisco das terras palestinas “fundamentalmente mina” o processo de paz e a solução para os dois Estados.

“Nós nos opomos com força a qualquer passo que acelere a expansão dos assentamentos. Isso levanta sérias questões sobre as intenções de Israel a longo prazo “, disse o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby.

Já o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, não quis comentar sobre a tomada das terras, mas outros ministérios responsáveis ​​observaram de maneira não convincente que a medida foi tomada “com base em uma decisão de nível político.”

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, pediu para a comunidade internacional que pressione Israel  a fim de deter o confisco de terras. A maioria dos países enxergam as atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental como algo ilegal e um obstáculo no processo de paz.

Os palestinos dizem que a expansão dos assentamentos israelenses visam evitar o nascimento de um Estado palestino viável.

As atividades em assentamentos israelenses levaram ao colapso das negociações de paz entre palestinos e israelenses em 2014. Desde outubro do ano passado, ataques palestinos mataram 28 colonos e soldados israelenses, enquanto 184 palestinos, incluindo crianças, foram mortos pelos invasores israelenses.

Alguns destes mártires palestinos foram mortos durante os protestos e manifestações por soldados do exército israelense.

De grão em grão a expropriação de terras e o massacre de um povo inocente é perpetrado.

Referência:

 

Reuters

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Militar

Arábia Saudita contratou mercenários americanos e promete prêmio por cada iemenita abatido

A Arábia Saudita fechou um acordo recentemente com a empresa de segurança militar Academi (anteriormente conhecida como Blackwater) – segundo Dhahi Khalfan, vice-chefe de polícia de Dubai.

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De acordo com o chefe de segurança, o acordo intermediado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) foi assinado entre Mohammad Bin Salman – o príncipe que é o primeiro na linha sucessória a coroa da Arábia Saudita e Erik Prince, um residente dos EAU, e Craig Nixon o CEO da empresa.

O negócio foi orquestrada por Mohammed bin Zayed Al Nahyan, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi e Vice-Comandante Supremo das Forças Armadas dos EAU. O acordo de 539 milhões de dólares garante a Arábia Saudita 1,400 militares da Academi que vão se envolver em ações de combate junto as Forças Armadas Sauditas no Iêmen.

Os mercenários americanos serão designados supostamente para subjugarem as tribos iemenitas locais que não só se recusaram a lutar com a coalizão saudita como também demostraram apoio explícito ao Exército Nacional Iemenita e aos combatentes Houthi – inimigos dos sauditas.

Al-Qaeda irá cooperar com os mercenários

Relatórios não classificados alegaram que o regime saudita prometeu garantir a segurança dos mercenários da Academi exercendo sua influência sobre os ativos militantes da Al-Qaeda no Iêmen para evitar qualquer ataque possível entre os grupos.

A operação ‘Decisive Storm’ ou ‘Tempestade Decisiva’, é liderada pela Arábia Saudita e conta com uma coalizão de nove Estados Árabes contra o Exército Iemenita e comitês revolucionários, buscando restabelecer seu governo marionete liderado pelo presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi.

A operação ainda não atingiu os seus objetivos políticos e militares, mas tragicamente já deixou vários mortos, feridos e centenas de milhares de civis iemenitas deslocados.

Os termos do contrato preveem indenizações as famílias dos mercenários mortos e recompensas para inimigos abatidos

O Tenente-General Khalfan disse que o governo saudita é obrigada a indemnizar cada família de mercenário morto com 300 mil dólares enquanto que a bagatela de 35 mil dólares está sendo pago pela cabeça de iemenitas locais e 150 mil dólares por quaisquer combatentes estrangeiros.

Além dos mercenários americanos contratados pelos sauditas, a ‘Times’ dos Estados Unidos, publicou um artigo em novembro de 2015, fornecendo evidências irrefutáveis ​​de que os Emirados Árabes Unidos enviaram também centenas de mercenários colombianos para o Iêmen.

Referência:

Al-Masdar News

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