Guerra

Assad expõe como Israel e Estados Unidos ajudam intencionalmente os terroristas na Síria

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O presidente sírio, Bashar al-Assad, maior autoridade do país, novamente acusou Israel de fornecer armamento e apoio logístico aos terroristas que promovem uma verdadeira carnificina no país árabe.

Em entrevista à televisão venezuelana Telesur nesta quinta-feira (27), Assad disse que o papel de Tel Aviv na guerra contra a Síria ocorre de duas formas: primeiro seu envolvimento por meio de “agressão direta”, contra as posições do exército sírio, usando aviões de guerra, artilharia e mísseis.

“Em segundo lugar, é apoiando os terroristas de duas maneiras: a primeira, fornecendo apoio direto sob a forma de armas e, segundo, fornecendo apoio logístico, ou seja, permitindo-lhes realizar exercícios militares nas áreas as quais controla. Eles [Israel] também fornecem-lhes assistência médica em seus hospitais”, disse Assad, mais uma vez pontuado algo que qualquer especialista já sabe.

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O presidente sírio enfatizou que essas alegações contra Israel podem ser facilmente confirmadas até por pesquisas feitas na internet.

“Não são meras alegações ou suposições – são fatos, verificados e publicados na internet, que você pode facilmente acessar, das evidências comprovadas, do papel de Israel no apoio aos terroristas na Síria”, exemplificou o presidente sírio.

Israel realizou vários ataques às posições do governo sírio desde que os militantes patrocinados por estrangeiros ebuliram em março de 2011. Damasco disse que os ataques têm como objetivo ajudar os militantes Takfiri do Estado Islâmico que lutam contra as forças do governo.

No inicio desta quinta, a Síria revelou que Israel disparou vários mísseis em uma posição militar perto do aeroporto de Damasco, provocando uma enorme explosão.

Armas químicas dos terroristas

Assad também foi enfático ao comentar sobre o uso de armas na químicas na Síria e acusa – “Os terroristas têm armas químicas”. O presidente sírio disse que terroristas usaram materiais químicos “mais de uma vez e em mais de uma região” na Síria.

Ele também acusou os EUA de terem obstruído uma investigação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) naquele famoso e suspeito ataque químico na Síria, ocorrido no dia 4 de abril, onde os Estados Unidos e aliados culparam o governo de Damasco.

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COMPRE AQUI – https://pag.ae/bjjV2HD “Lanterna na proa – Roberto Campos Ano 100”, org. Ives Gandra / Paulo Rabello 

Pelo menos 87 pessoas foram mortas no suposto ataque a gás na cidade de Khan Shaykhun, na província de Idlib, na Síria. Damasco disse que o incidente foi uma “fabricação” para justificar o subsequente ataque com mísseis dos EUA no aeroporto de Shayrat, na província de Homs.

“Nós ainda insistimos em uma investigação, e nós e nossos aliados russos e iranianos estamos tentando persuadir a OPCW a enviar uma equipe para investigar o que aconteceu, porque caso contrário, os Estados Unidos podem repetir a mesma charada, fabricando o uso de falsas armas químicas em outro lugar na Síria, a fim de justificar a intervenção militar em apoio aos terroristas”, destrinchou Assad.

EUA mentiras sobre a Síria possuindo armas químicas

Além disso, o presidente sírio rejeitou as afirmações do Pentágono de que a Síria tinha armas químicas, dizendo que os americanos mentiam por terem seus próprios interesses.

“Isto é o que caracteriza os políticos americanos: eles mentem diariamente, e dizem algo mas fazem diferente. É por isso que não devemos acreditar no que o Pentágono, ou qualquer outra instituição americana diz, porque dizem coisas que servem às suas políticas, não coisas que refletem a realidade e os fatos no terreno”, declarou Bashar al-Assad.

O presidente da Síria também enfatizou que o Ocidente diferencia os chamados terroristas moderados e extremistas apenas baseado em quais deles agem a favor de sua própria agenda política e quais não.

“Para os Estados Unidos, todos aqueles que servem a sua agenda política contra outros estados são classificados como oposição moderada e não como extremistas e terroristas, mesmo se cometerem os piores atos de terrorismo”, cravou o presidente sírio.

Questionado sobre a iniciativa da Síria de pôr fim ao conflito que assola o país, Assad disse que Damasco segue os caminhos políticos e de combate.

“Dissemos que há dois eixos: o primeiro é lutar contra os terroristas. O outro eixo, o político, inclui dois pontos: primeiro, o diálogo com as diferentes forças políticas, sobre o futuro da Síria. E, segundo, reconciliações locais”, finalizou.

Referência:

Press TV

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Geopolítica

Putin adverte Israel sobre acusações ‘infundadas’ à Síria

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O presidente russo, Vladimir Putin descreveu as acusações contra a Síria como ‘inaceitáveis’ e ‘infundadas’, para o suposto ataque químico em Idlib.

Putin fez as declarações durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu e também salientou que tais acusações são inaceitáveis antes de concluídas as investigação sobre o ocorrido.

O Ministro israelense de Assuntos Militares, Avigdor Lieberman, disse nesta quinta-feira (6) ter “100%” de certeza que o presidente sírio, Bashar al-Assad, ordenou diretamente o alegado ataque químico na Síria, que se deu na província (norte) de Idlib, que teria deixado centenas de mortos.

Para ex-parlamentar americano a ação não passa de um ataque de bandeira falsa

Para o ex-senador texano Ron Paul, há interessados em não deixarem as coisas se estabilizarem na Síria, pois com isso o presidente Bashar al-Assad sairia por cima. Então criaram um evento para justificar uma intervenção na região.

“Antes deste episódio de possível exposição ao gás e quem o fez, as coisas estavam indo razoavelmente bem dentro das condições. Trump disse para deixar os sírios decidirem quem deve administrar o seu país, e as negociações de paz estavam acontecendo, enquato a Al Qaeda e o Estado Islâmico estavam fugindo. Parece que, talvez, alguém não gostou do desenrolar dos fatos e então tinha de ocorrer um episódio, e a responsabilidade agora é que não se pode deixar que isso aconteça porque pode beneficiar Assad.”, explicou Ron Paul.

Vale lembrar que o Estado Islâmico já usou anteriormente armas químicas na Síria, como gás mostarda, conforme mostrou o Panorama Livre no dia 5 de abril de 2016, e que teve uma fábrica e todo um arsenal químico confiscado e desmantelado, no dia 27 de fevereiro de 2016.

Mais recentemente, em 29 de janeiro deste ano, segundo o The Guardian, os terroristas tiveram armas químicas apreendidas pelo exército iraquiano, em um laboratório de Mosul, no Iraque.

Referências:

Hispan TV

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Terrorismo

Vocalista do Eagles of Death Metal sugere que seguranças sabiam dos atentados de Paris

O vocalista do Eagles of Death Metal, Jessie Hughes, fez declarações fora do comum para a Fox Business Network. Ele deixou no ar que os responsáveis pela segurança do Bataclan Theater sabiam do ataque terrorista que viria a ocorrer.

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Jessie Hughes, acostumado com muitos shows, disse que achou estranho naquela noite o comportamento do segurança que vigiava o acesso para a área de bastidores. Segundo o vocalista, o segurança não fez contato visual com ele.

“Quando cheguei ao local e entrei, eu passei pelo cara que seria o segurança para os bastidores. Eu fui imediatamente ao promotor (do evento) e disse: ‘Quem é esse cara? Eu quero colocar um outro cara aqui'” – a resposta do promotor foi simples e direta – “‘Bem, alguns dos outros guardas não estão aqui ainda'” – então Jessie Hughes concluiu para o entrevistador -“Eventualmente, eu descobri que seis (seguranças) ou coisa assim não iriam aparecer na verdade”, explicou Hughes.

Embora o vocalista do Eagles of Death Metal tenha se recusado a especular o porquê das atitudes estranhas, “em respeito a investigação policial”, ele concluiu – “Parece bastante óbvio que eles tinham uma razão para não aparecerem.”, foi ao ponto Jessie Hughes.

No atentado sofrido durante o show da banda, em 13 de Novembro de 2015, 89 pessoas morreram – incluindo o gerente de mercadorias da banda, Nick Alexander – enquanto outras 200 ficaram feridas.

Após o ataque e uma breve pausa, a banda norte-americana voltou para completar sua turnê européia no mês passado, embora tenham cancelado recentemente devido a uma lesão.

Referência:

D.C. Clothesline

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Geopolítica

Incidente em águas do Irã era armação de Israel e EUA?

Segundo o portal The Saker, o incidente envolvendo a captura de 10 marinheiros americanos que invadiram águas iranianas com dois barcos (Riverine Command Boats), no dia 12 de janeiro, poderia se tratar de uma armação entre Estados Unidos e Israel para iniciar um conflito com o Irã.

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A versão dada pelas autoridades americanas é confusa, os barcos teriam apresentado problemas mecânicos e ficaram a deriva em águas iranianas após a Marinha americana perder comunicação com as embarcações. Há também o relato de, “um inventário de pós-recuperação dos barcos descobrir que todas as armas, munições e comunicações foram contabilizados, exceto dois cartões SIM, aparentemente removidos de dois telefones de mão via satélite.” O que torna tudo mais estranho é o The Saker mencionar que fontes confiáveis afirmaram que havia um submarino de Israel, em águas iranianas, pronto para afundar os barcos americanos – obviamente com a intenção de fazer a culpa pela agressão recair sobre o Irã – tornando um conflito com os persas algo inevitável.

Rússia teria frustrado o plano do ataque de falsa bandeira

O The Saker trabalha com a hipótese de que o Irã e a Rússia souberam do plano por meio de pessoas ligadas a OTAN ou a Marinha americana ou até outros agentes de governo que fazem o possível para evitar um grande conflito. Segundo o portal – “Ao tomar conhecimento de um plano para usar dois barcos velozes como uma isca e transformar o Golfo Pérsico em um ‘Pearl Harbor’,  a Força Aérea da Rússia usou a sua capacidade misteriosa para desligar os sistemas dos velozes barcos americanos e do, suposto, submarino israelense. Os veículos ficaram surdos, cegos e imóveis. Exatamente como em novembro de 2014, no Mar Negro, quando o Sukhoi russo Su-24 com o mais novo complexo de bloqueio paralisou o sistema de gestão de combate mais moderno dos americanos – o “Aegis” – instalado no destróier ‘USS Donald Cook’.”

Não é a primeira vez que a Rússia frustra um plano do eixo Londres-Washington-Tel Aviv

O portal também lembra que, em março de 2015, a Rússia foi avisada por um diplomata americano de um plano para matar Putin em um incidente com um Helicóptero – “O diplomata americano que trabalha em Moscou advertiu sobre a trama para matar o Presidente da Rússia em março de 2015. De acordo com o plano, Putin deveria ser morto em um helicóptero. Lembra da misteriosa capa da revista The Economist para 2015? Putin, em preto e branco, com óculos de sol e um helicóptero laranja na frente dele?” – Ná época várias pessoas ligadas a ONGs e a setores midiáticos foram alertadas para assistirem e registrarem o momento que os helicópteros chegassem pois algo grande iria acontecer. Não aconteceu.

Referência: The Saker

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