Sionismo

Israel já roubou 234 hectares de território palestino em 2016

Israel anunciou na rádio do seu exército que se apropriou de uma grande parte do território palestino na Cisjordânia, onde ocupou e confiscou cerca de 234 hectares ou o equivalente a 328 campos de futebol, o que representa a maior apropriação de território palestino em anos, como disse a agência Reuters, citando fontes israelenses do movimento “Paz Agora” que se opõe a ocupação.

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O anúncio do território invadido foi feito em 10 de março e já supera a última expropriação feita em Agosto de 2014 onde os israelenses tinham tomado 154 hectares ou 215 campos de futebol.

O território roubado por Israel perto da cidade palestina de Jericó e do Mar Morto será utilizado para a expansão de assentamentos judaicos na área e também para evitar no futuro a formação de um Estado palestino contínuo.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-Moon condenou a ação como ilegal e pediu a Israel para reverter esta medida imediatamente. Responsáveis ​​americanos também observaram que o confisco das terras palestinas “fundamentalmente mina” o processo de paz e a solução para os dois Estados.

“Nós nos opomos com força a qualquer passo que acelere a expansão dos assentamentos. Isso levanta sérias questões sobre as intenções de Israel a longo prazo “, disse o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby.

Já o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, não quis comentar sobre a tomada das terras, mas outros ministérios responsáveis ​​observaram de maneira não convincente que a medida foi tomada “com base em uma decisão de nível político.”

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, pediu para a comunidade internacional que pressione Israel  a fim de deter o confisco de terras. A maioria dos países enxergam as atividades em assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental como algo ilegal e um obstáculo no processo de paz.

Os palestinos dizem que a expansão dos assentamentos israelenses visam evitar o nascimento de um Estado palestino viável.

As atividades em assentamentos israelenses levaram ao colapso das negociações de paz entre palestinos e israelenses em 2014. Desde outubro do ano passado, ataques palestinos mataram 28 colonos e soldados israelenses, enquanto 184 palestinos, incluindo crianças, foram mortos pelos invasores israelenses.

Alguns destes mártires palestinos foram mortos durante os protestos e manifestações por soldados do exército israelense.

De grão em grão a expropriação de terras e o massacre de um povo inocente é perpetrado.

Referência:

 

Reuters

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