Geopolítica

Ataque contra Síria coloca os EUA no mesmo lado do Estado Islâmico, diz senador Rand Paul

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O senador republicano Rand Paul foi cirúrgico –  em um artigo escrito para a Fox News na sexta-feira (7), o parlamentar do Kentucky disse que o recente ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea síria significa que os Estados Unidos estão lutando do mesmo lado do grupo terrorista Estado Islâmico.

Por ordem direta do presidente Donald Trump, os detroyers de mísseis guiados US Porter e o US Ross da Marinha americana, dispararam 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk a partir do Mediterrâneo no aeroporto de Shayrat na Síria, no início da sexta-feira, destruindo até 20 aeronaves sírias e russas.

O ataque foi em retaliação por um suposto ataque químico ocorrido na terça-feira (4) que Washington insiste que foi realizado por caças que operam a partir da base atacada.

“Não se engane, bombardear Assad significa que os Estados Unidos estão lutando do mesmo lado do ISIS (Daesh)”, escreveu Rand Paul em seu artigo, descrevendo a política de Trump como “perigosa e moralmente errada”.

“A ação militar não é de interesse da nossa segurança nacional e não deve ser autorizada. Nossas intervenções anteriores nesta região não fizeram nada para nos tornar mais seguros, e na Síria não será diferente”, continuou o legislador.

Notando que o presidente sírio, Bashar al-Assad, tem lutado contra os terroristas, Rand Paul advertiu que remove-lo do poder transformaria a Síria em outra Líbia, onde a intervenção liderada pelos EUA em 2011, para expulsar o ex-líder Muammar Gaddafi, saiu pela culatra e deu origem a grupos extremistas.

“Quem assumiria a Síria se Assad fosse deposto? A experiência na Líbia nos diz que o caos poderia reinar”, advertiu o republicano.

Rand Paul, que dirigiu uma candidatura presidencial mal sucedida contra Trump no ano passado, disse que o presidente tem que consultar o Congresso antes de tomar uma ação militar contra outros países.

“Não importa quem é presidente ou qual é seu partido, é minha convicção de que o presidente precisa da autorização do Congresso para a ação militar, como exigido pela Constituição”, pontuou.

A opinião de Rand Paul irritou o presidente do cômitê de serviços aramdos do Senado John McCain, que disse que seu colega republicano tinha perdido influência no Senado.

“Somos muito diferentes e ele não tem nenhuma influência real no Senado dos Estados Unidos”, disse McCain à CNN. “Eu não presto nenhuma atenção francamente ao que o Senator Paul diz.”

O senador do Arizona acusou Paul de estar errado em “todas as outras questões que conheço de segurança nacional”.

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Para além dos discursos, John McCain é aquele mesmo que aparece junto com o que na época eram chamados de “rebeldes sírios”, em maio de 2013, que hoje compõem as fileiras do Estado Islâmico.

McCain foi um dos incentivadores do financiamento dessa gente e talvez por isso, atualmente, defenda que os ataques aéreos americanos, contra Assad, continuem pois assim ajudará os terroristas os quais ajudou criar.

Referências:

Press TV

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