Terrorismo

Terrorista de Londres visitou a Arábia Saudita três vezes antes do atentado

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A embaixada da Arábia Saudita no Reino Unido confirmou que o terrorista que matou 4 pessoas em Londres, na última quarta-feira (22), Khalid Masood visitou o reino saudita por três vezes, incluindo dois estágios onde ensinava inglês.

Segundo o jornal The Sun da Grã-Bretanha publicou na sexta-feira, o homem era um ex-professor de inglês que trabalhava na instituição que controla a aviação civil da Arábia Saudita.

Em resposta, a embaixada saudita emitiu uma declaração no final da sexta-feira confirmando a reportagem do The Sun.

“A Embaixada Real da Arábia Saudita deseja esclarecer que Khalid Masood esteve na Arábia Saudita de novembro de 2005 a novembro de 2006 e de abril de 2008 a abril de 2009, quando trabalhou como professor de inglês tendo obtido um visto de trabalho”, disse a embaixada em um comunicado.

“Em 2015, ele obteve um visto Umra através de um agente de viagens aprovado e esteve no Reino de 3 a 8 de março. Durante seu tempo na Arábia Saudita, Khalid Masood não apareceu no radar dos serviços de segurança e não tem registro criminal no Reino da Arábia Saudita”, completou o comunicado.

Além das quatro vítimas fatais, outras 50 ficaram feridas no ataque depois que o terrorista jogou  um carro nos pedestres e esfaqueou um policial perto do Parlamento britânico em Londres, um incidente que foi declarado um atentado terrorista. O autor dos ataques também foi morto a tiros pela polícia.

A embaixada saudita expressou suas condolências ao povo britânico, dizendo que o reino “continua junto ao Reino Unido durante este momento difícil e reafirma seu compromisso de continuar seu trabalho com o Reino Unido para ajudar na investigação em curso”.

A embaixada prosseguiu dizendo que o “ataque em Londres esta semana demonstrou novamente a importância dos esforços internacionais para enfrentar e erradicar o terrorismo. Nesse momento, nossa cooperação na segurança é crucial para a derrota do terrorismo e a salvação de vidas inocentes”, afirmou.

Sauditas e aliados estão por trás de grupos terroristas na Síria e Iêmen

wahhabi

Vale lembrar que a Arábia Saudita, onde o wahhabismo é amplamente pregado e praticado, é uma das patrocinadoras dos grupos terroristas, como Daesh (Estado Islâmico), em toda a região do Oriente Médio. Os sauditas e seus aliados como Israel, Estados Unidos e o próprio Reino Unido, já tiveram armas, mantimentos e até mesmo oficiais do exército flagrados nas áreas de atuação do Estado Islâmico na Síria.

O Daesh e outros grupos terroristas Takfiri usam a mesma ideologia sunita extremista, também adotada pela teocracia saudita, para declarar pessoas de outras religiões e até mesmo outros islâmicos como “infiéis” e assim matá-los.

A vertente islâmica do wahhabismo foi criada por Muhammad ibn ʿAbd al-Wahhab e começou a ganhar força após o pacto feito por seu criador com o líder Muhammad ibn Saud –  cujo sobrenome batizou o país. A criação da Arábia Saudita contou com a ajuda do Reino Unido e com a dos mesmos banqueiros que também patrocinariam a instalação de Israel na Palestina. Os sauditas eram financiados pelos britânicos a fim de enfraquecer o então império otomano que dominava a região.

Voltando a história recente, é importante citar que quinze dos 19 sequestradores que supostamente realizaram os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos vieram da Arábia Saudita e as evidências disponíveis sugerem que alguns deles estavam ligados a altos funcionários sauditas.

Além disso, a Arábia Saudita envolveu-se em uma campanha militar contra o Iêmen desde março de 2015 para restabelecer o presidente deposto do país, Abd Rabbuh Mansur Hadi, um aliado incondicional de Riade, e minar o movimento Houthi Ansarullah.

A guerra perpetrada pela Arábia Saudita no Iêmen matou mais de 11.400 civis e causou um grande prejuízo às instalações e infraestrutura do país, destruindo muitos hospitais, escolas e fábricas.

Na Síria, o regime saudita, junto com seus aliados, tem patrocinado terroristas que lutam contra o governo do presidente Bashar al-Assad desde 2011 em um conflito que ceifou a vida de meio milhão de sírios.

Referência:

Press TV

 

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