Judaísmo

Israel pressiona Amazon para que não venda mais livros que neguem o Holocausto

A perda do controle sobre informação e fatos históricos, com o advento da internet, preocupa Israel. O memorial do Holocausto em Israel, chamado Yad Vashem, pediu à Amazon que retire de sua loja virtual os livros que neguem o Holocausto e acusou a gigante do comércio online de facilitar a disseminação do “discurso de ódio”.

O apelo veio na forma de uma carta escrita pelo diretor da biblioteca da Yad Vashem, Dr. Robert Rozett, ao CEO da Amazon, Jeff Bezos.

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“Tem sido claro por muitos anos que literaturas que negam o Holocausto estão livremente disponíveis para compra na Amazon. Muitos dos itens aparecem com a opinião de acalorados  leitores e recomendações de leitura no mesmo viés”, pontuou Rozett, anexando à sua mensagem vários exemplos de elogios a livros intitulados como, “A Verdadeira História do Holocausto – Seis milhões realmente morreram?”  e “O embuste do século XX: o caso contra a presumível extermínio dos judeus europeus”.

A tentativa de censura é uma medida desesperada por parte daqueles que perderam a hegemonia do discurso, do controle das informações e da manipulação de fatos históricos, principalmente sobre a Segunda Guerra Mundial.

A carta também mencionou que Yad Vashem tinha – em vão – abordado a questão com a Amazon logo após a fundação da mesma. Mais uma vez, o velho vitimismo judaico dá as caras e o termo de sempre “anti-semitismo” volta como escudo.

Robert Rozett justificou tal medida devido a um clima de anti-semitismo mais visível, “talvez o tempo os tornem um pouco mais maduros para eles assumirem a ideia de que eles precisam ser mais cuidadosos com o que vendem.”

“Mais uma vez, dada a presença de anti-semitismo ao redor do globo, que se tornou mais nítido nos últimos anos, recomendamos vivamente que você remova livros que negam, distorcem e banalizam o Holocausto de sua loja”, escreveu Robert Rozett a Amazon.

“A negação do Holocausto e outras formas de discurso de ódio incontestavelmente alimentam o preconceito e os crimes de ódio”, continuou ele. “A discussão aberta de idéias é certamente essencial para sistemas pluralistas e democráticos, mas facilitar a disseminação de idéias cheias de ódio é irresponsável, para dizer o mínimo. Como um agente principal para a disseminação de idéias, compete à Amazon, já que também incumbe aos provedores de Internet em geral, agir para conter a propagação do ódio”, continuou o drama o Dr. Rozett.

Rozett concluiu  a carta oferecendo a “assistência” da Yad Vashem na identificação de publicações que fomentam a negação, a distorção e a trivialização do Holocausto. O que é uma alegação infantil, visto que grandes historiadores mundialmente conhecidos por sua seriedade e rigidez, negam a versão oficial do Holocausto, como David Irving e Salvador Borrego

“Não é apenas a Amazon, há muitas forças tentando obter esse ódio externado ou marginalizado”, disse Rozett, observando também que em países onde a negação do Holocausto é ilegal, esses livros não estão disponíveis na Amazon. Já nos EUA, no entanto, eles ainda estão disponíveis gratuitamente – “Há uma responsabilidade cívica”, enfatizou. “Estes são gigantes enormes da informação.”

Embora o desejo de censura seja pleno e o intuito primordial é que a loja remova completamente esse conteúdo de sua página, Dr. Robert Rozett ofereceu soluções, como marcar e sinalizar a natureza dos livros.

Ele também observou que a Amazon sugere outras leituras do mesmo tipo para os usuários que estão navegando na seção de livros que negam o Holocausto, reconhecendo que este é provavelmente o resultado de um algoritmo. O diretor da biblioteca da Yad Vashem disse que este é um outro fator que gostaria de ver alterado.

“Mas o melhor seria se eles se inscreverem para não vender esse material”, enfatizou Rozett, acrescentando que, embora sua carta tenha sido enviada à Amazon, sua mensagem se aplica universalmente.

Referência:

The Jerusalem Post

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