Geopolítica

Governo Trump abortou operação que causaria guerra com Irã

O Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos esteve muito perto de iniciar uma guerra com o Irã. Segundo informações do New York Times, na semana passada, a Marinha dos EUA chegou perto de interceptar e invadir um navio iraniano, no que seria uma tentativa de parar o envio de armas que o Irã fornece para os Houthis no Iêmen.

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Os Houthis são um grupo xiita que está em conflito com o governo sunita iemenita que é apoiado pela Arábia Saudita e seu exército, além da Al-Qaeda e Estado Islâmico –  todos sunitas. O conflito já deixou mais de 10 mil mortos.

Vale lembrar que o Reino Unido continua a fornecer caças e bombas aos sauditas que foram declarados culpados por violações repetidas e graves ao direito internacional. Os britânicos já faturaram mais de 3,3 bilhões de libras (12 bilhões de reais) desde 2015 fornecendo armamento a Arábia Saudita.

O Irã é um dos países mais comentados por Trump e pelos membros do seu governo – na semana passada o secretário de Defesa, Jim Mattis, afirmou que o Irã é “o maior patrocinador do terrorismo no mundo”.

O secretário Mattis também vislumbrou a possibilidade da Marinha interceptar e tomar de assalto um navio iraniano para procurar armas de contrabando que possivelmente seriam repassadas aos combatentes Houthis no Iêmen.

A possível interdição estaria de acordo com as recentes instruções de Trump, reforçadas em reuniões com Mattis e o secretário de Estado Rex W. Tillerson, para reprimir o apoio do Irã ao “terrorismo”.

O navio estava em águas internacionais no Mar Arábico, segundo dois oficiais, e Jim Mattis decidiu deixar a operação de lado, ao menos naquele instante.

Funcionários da Casa Branca disseram que a operação não ocorreu porque a notícia do fato vazou, se tornando assim uma ameaça à segurança dos envolvidos. Mas outros duvidaram de que haja base suficiente no direito internacional para tal empreitada e se perguntaram o que aconteceria se, nos primeiros dias de uma administração – que já viu inúmeras intervenções militares fracassadas dos EUA na história – de repente, se ver envolvida em um conflito com a Marinha Iraniana.

Sobre violar o “direito internacional” seguramente esse não deve ter sido o motivo que levou a operação a ser abortada. Obviamente os riscos envolvidos em tal plano não dariam para Washington qualquer resultado positivo além de algumas armas a menos para os Houthis.

E, por fim, nada adiantaria a oposição do presidente Trump às guerras do Iraque, Líbia e Síria se ele viesse a provocar uma guerra com o Irã que estaria muito longe de beneficiar os americanos mas que interessa somente a países como Israel e Arábia Saudita.

Resta esperar que toda hostilidade de Trump ao Irã não passe de mero protocolo e jogo de cena político para lidar com as forças israelenses que atuam nas finanças dos Estados Unidos e que há muito tentam jogar os americanos contra o Irã.

Referências:

Russia Insider

Al Masdar News 

 

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