Sociedade

“A brasileira morre não por que deseja matar seu bebê mas sim por que quer tê-lo” – Derrubando mitos sobre o aborto

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Um dos vídeos mais icônicos no que diz respeito a expor tudo que está por trás do lobby do aborto é o da palestra da especialista Isabela Mantovani, disponível no Youtube desde 2015. Como falta tempo ou existe má vontade de muitos em lidar com a verdade, o Panorama Livre resolveu transcrever os dados e as partes mais importantes do que foi exposto.

Isabela Mantovani inicia dizendo que deseja desmistificar cinco pontos:

1. Os dados falsos e as estatísticas mentirosas sobre o aborto que são largamente propagados. Ela cita, como exemplo, a falácia que virou mantra: “no Brasil temos 1 milhão, 1 milhão e 500 mil abortos”.

2. A segunda mentira que ela desmistifica é: “com a legalização do aborto, ele diminui” – Ela mostra que quando o aborto é legalizado o número de abortos aumentam.

3. Outro mito que Isabela detona é de que no Brasil, onde o aborto é proibido, há mais abortos que nos países onde ele é legalizado. Ela mostra que tal hipótese absurda é falsa.

4. O quarto ponto desmentido é que no Brasil o número de abortos está aumentando. A especialista mostra justamente que os números de abortos estão diminuindo.

5. Ela encerra brilhantemente, seu último ponto, destruindo a mentira de que o aborto é “questão de saúde pública”. A legalização do aborto tem efeito nulo nos índices de mortalidade materna –  não há relação de causa e efeito entre legalizar aborto e diminuir a mortalidade materna.

Derrubando o mito um – “ocorrem um milhão de abortos no Brasil”

Isabela Mantovani começa expondo da onde saiu o número de que no Brasil há 1 milhão de abortos. Ela descobre que esse falso número é fornecido pelo  Instituto Alan Guttmacher, braço da IPPF – a qual ela classifica como uma grande multinacional do aborto, sendo proprietária de inúmeras clínicas de aborto pelo mundo – e pelo IPAS.

O IPAS, expõe Mantovani, foi fundado na Carolina do Norte, nos anos 1970, e surge para substituir a USAID (United States Agency for International Development), que atuava em conjunto com a Fundação Rockefeller em seu trabalho de diminuição populacional do mundo e controle familiar. A Fundação Rockefeller dividiu seus trabalho em três fases: estudos demográficos que mostrassem o crescimento populacional mundial; o segundo passo foi colocar institutos, centros de planejamento familiar, no mundo todo, incentivando assim a inserção de DIU (dispositivo intrauterino), esterilização forçada nas mulheres entre outros meios; e o terceiro passo foi criar o alarde junto ao governo norte-americano (governo Nixon) de que o crescimento populacional nos países em desenvolvimento trazia sérios riscos a segurança dos Estados Unidos. Nixon então cria, dentro da USAID, um departamento para assuntos populacionais que visa frear o crescimento populacional no mundo – tal departamento, em 15 anos, atingiu US$ 1,7 bilhões em orçamento (menor apenas que o plano Marshall – outro projeto da USAID que visava reconstruir o continente europeu após a segunda guerra).

Com a chegada de Carter ao poder as coisas mudam e ele proíbe que dinheiro público financie aborto fora dos Estados Unidos. Para substituir a USAID, o IPAS é criado com dinheiro privado.

Isabela mostra que o  Instituto Alan Guttmacher prega que para se estimar o número total de abortos você deve pegar o número de internações hospitalares e multiplicar por cinco, já o IPAS diz que você tem que multiplicar por seis – pergunta: da onde foi tirado esse fator de multiplicação? A especialista afirma que eles nunca explicaram da onde isso surgiu e que eles ensinam assim e que as pessoas apenas usam tais métodos e então surgem esses números absurdos.

Vamos aos dados coletados pela especialista:

-Datasus – 2013: 206.270 internações por abortos (espontâneos e provocados).

-Pesquisa Nacional Aborto (UnB e ONG ANIS) – 2010: uma a cada duas mulheres que abortam precisam de internação.

-20 a 25% das internações devido a abortos são por abortos provocados.

Partindo desses dados a estimativa de abortos passa pela conta: 206.270 x 0,25 x 2 = 103.134 abortos no Brasil. .

Então Isabela Mantovani logo pega os Estados Unidos como exemplo e parte para destruir os números mentirosos americanos. Ela expõe que os EUA legalizam o aborto no começo da década de 1970. Vamos aos dados antes da legalização:

-Número absoluto de mortes de mulheres por abortos provocados no EUA: entre 200 e 300 mulheres (não confundir com dados de mortes para cada 100 mil nascituros).

-Número de abortos: 200 mil abortos por ano.

Segundo os que militavam pela legalização do aborto, na época,  o número de mulheres mortas decorrentes de abortos provocados era entre 5 mil e 10 mil e o número total de abortos era de… 1 milhão. Lembrando que na época a população dos Estados Unidos era semelhante a nossa, 200 milhões, coincidência?

Então ela enterra o mito dos milhões de abortos expondo a confissão de um dos maiores militantes pela legalização do aborto, o “doutor” Bernard Nathanson.

“Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que outros, se parassem para pensar sobre isso, também saberiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram números úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma, por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto] e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida” (Bernard Nathanson no livro “Aborting America”, 1979, p. 193)

Derrubando o mito dois – “com a legalização do aborto, sua prática diminui”

A especialista, sem muitas delongas, parte logo para os dados:

EUA – legalizado em 1970

*1970 – 193.500 abortos – população 205 milhões

*1975 –  1.034.170 abortos – população 215 milhões

*1980 – 1.553.890 abortos (+626%) – população 227 milhões

*2008 – 1.212.350 abortos (+325%) – população 304 milhões

Suécia – legalizado em 1939

*1939 – 439 abortos

*1949 – 5.503 abortos

*1969 – 13.735 abortos – população 8 milhões

*2010 – 37.698 abortos – população 9,3 milhões

Espanha – legalizado em 1985

*1987 – 16.766 abortos – população 38,6 milhões

*1990 – 37.231 abortos – população 38,8 milhões

*2011 – 118.359 abortos (+488%) – população 46,7 milhões

Inglaterra – legalizado em 1967

Isabela não mostra dados da Inglaterra mas cita o caso do Lord David Steel que 50 anos atrás militava pelo aborto e disse nunca imaginar que os números de abortos seriam tão alarmantes, como revela essa matéria do The Guardian, “Too many abortions: Lord Steel”

Mantovani pontua que isso ocorre porque a geração atual de adolescentes não participou dos debates sobre o tema pois nasceram em uma geração onde matar crianças no ventre já é algo comum e cultural. Reflexos da banalização de assassinar crianças.

Uruguai – legalizado em 2012

Isabela Mantovani explica que no Uruguai também usaram a artimanha de inflar os números de abortos. Primeiro mentiram dizendo que haviam 150 mil abortos, mas o número não bateu com o número de mulheres em idade fértil, então a farsa caiu, houve retratação, o número passou para 50 mil e depois cravaram 33 mil. Em dezembro de 2012 o Uruguai legaliza o aborto e o número de abortos em 2013 bateu 4,5 mil – onde estão os outros 29 mil abortos? Autoridades tentaram afirmar que isso é reflexo da diminuição de abortos mas não convenceram ninguém. Que mulher pensaria – “vou abortar, mas agora que foi legalizado não vou mais”? Não faz sentido.

Derrubando o mito três – “no Brasil há mais abortos que nos países que legalizaram”

Indo direto aos números:

Brasil – 103 mil abortos – população 200 milhões.

França –  200 mil abortos – população 50 milhões

Suécia – 37 mil abortos – população 9,3 milhões

Inglaterra – 100 mil abortos – população 50 milhões

Japão – 200 mil abortos – população 100 milhões

Novamente a especialista cita Bernard Nathanson que dizia que o importante era envolver a mídia para que seus falsos números estejam divulgados em todos os espaços e meios. E completa afirmando que Nathanson dizia que nunca nenhum jornalista perguntou pra ele a origem dos números, a origem dos “1 milhão de abortos” e as pessoas passavam a reproduzir o discurso.

Derrubando o mito quatro – “o aborto está aumentando no Brasil”

Já que o número de abortos é baseado no número de internações hospitalares, Isabela Mantovani mostra que o números das mesmas vem diminuindo ano após ano e o número de curetagens também – que sofreu queda de 12% entre 2008 e 2009. Tudo coerente com os dados de opinião pública pois em 2003, segundo o Ibope, 90% da população era contra o aborto, já em 2005 a aprovação do aborto diminuiu de 10 para 3%, em dois anos a rejeição ao aborto aumentou ainda mais. Já o Data Folha mostrou que, em 1998, 61% das pessoas achavam a prática do aborto algo muito grave e em 2007 esse número subiu para 71% e só 3% consideravam moralmente aceitável tal absurdo.

Então Isabela Mantovani diz que depois disso não apareceram mais pesquisas relacionadas ao tema. Em 2009, Sônia Corrêa disse em um congresso sobre direito reprodutivo na Assembléia Legislativa de São Paulo que a rejeição ao aborto está aumentando ano após ano.

Derrubando o mito cinco – “a legalização do aborto diminui a mortalidade materna”

A legalização do aborto tem efeito nulo sobre a mortalidade materna. A especialista cita o exemplo do Chile – onde a lei do aborto é extremamente restrita – que diminuiu a mortalidade materna de 275 mortes por 100 mil nascidos vivos, na década de 1970, para 18,7, em 2000, sem mexer na legislação do aborto. Já na Índia o aborto é legalizado e a mortalidade materna é altíssima.batendo o número de 200 mortes por 100 mil nascidos vivos.

Fechando com chave de ouro chega a hora de pegar a Polônia como exemplo e é aí que a casa cai para os lobotomizados que defendem a legalização do aborto.

“Veja como a Polônia ela é o calcanhar de Aquiles dessa afirmação [que a legalização diminui a mortalidade materna] por que? Lá quando o aborto era legalizado, na época do regime comunista, a gente tinha uma mortalidade materna de 11, daí com a queda do regime, o aborto foi proibido, a mortalidade materna caiu… para DOIS. Agora eu vou ser honesta com os senhores, eu não vou usar isso daqui para falar, ‘olha legalizar o aborto faz a mortalidade materna aumentar’ – tem gente que usaria, viu? Talvez do outro lado, mas eu não vou ser desonesta com os senhores. Os dados mostram que NÃO há relação entre legalização do aborto e diminuição da mortalidade materna.”, proferiu brilhantemente a especialista Isabela Mantovani.

Mas o que diminuiu a mortalidade materna?

Segundo Mantovani, 92% das causas de morte materna são preveníveis e o que diminuiu é investimento na assistência ao pré-natal, parto e puerpério possibilitando a mulher de acessar o sistema de saúde em tempo oportuno, na hora que ela precisa do sistema.

A palestrante mostra números do Datasus sobre mortalidade materna e suas causas em 2011, o mais atual na época da apresentação:

1610 mortes maternas

-1070 por causas diretas (causas obstétricas como hemorragia, infecção…)

-481 causas indiretas (doenças que a mãe já possuía como diabetes, hipertensão)

-59 causas não especificadas

-135 por abortos, sendo apenas 68 por abortos provocados.

Ou seja 96% das mortes maternas não foram por abortos, mostrando que o coração do problema não está em abortos sejam clandestinos ou não. A brasileira morre não por que deseja matar seu bebê mas sim por que quer parir, ter, seu bebê e não tem acesso a uma estrutura decente.

 

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