Saúde

Relatório do governo americano já associava vacinas a microcefalia

Um relatório de 1991, do Centro Nacional para Informação de Biotecnologia – órgão do governo americano – intitulado “Efeitos Adversos da Coqueluche e Rubéola: Um Relatório da Comissão para Rever as Consequências Adversas da Coqueluche e Rubéola” – relacionou vacinas para Coqueluche a problemas como a microcefalia. A exposição foi feita no capítulo 4 cujo título é, “Provas relativas a Vacinas Pertússis (Coqueluche) e Doenças do sistema nervoso central, incluindo espasmos infantes, hipsarritmia, meningite asséptica, e encefalopatia”.

grc3a1vida_matthias_g-_ziegler

A pesquisa, no capítulo 4 aponta:

“Entre os casos sintomáticos (aqueles onde uma causa presumida pode ser identificada), as causas presumíveis são frequentemente agrupadas de acordo com o momento da suspeita da lesão como ocorrendo pré, peri ou pós-natal. Fatores pré-natais são achados ​​representando 20 a 30 por cento dos casos. Esta categoria inclui anomalias cerebrais, distúrbios cromossômicos, síndromes neuro cutâneas como esclerose tuberosa, desordens metabólicas hereditárias, infecções intra-uterinas, história familiar de convulsões e microcefalia (Bobele e Bodensteiner, 1990; Kurokawa et al, 1980;. Ohtahara, 1984; Riikonen e Donner, 1979). Fatores perinatais (durante a gestação) são achados dando conta de 25 a 50 por cento dos casos de espasmos infantis. Esta categoria inclui hipoxia perinatal, trauma do nascimento, e distúrbios metabólicos (Kurokawa et al, 1980;. Pollack et al., 1979).”

Vale lembrar que o Ministério da Saúde do Brasil divulgou dia 17 de novembro de 2014, a obtenção de 4 milhões de doses de vacina para Coqueluche – conforme postagem em sua própria página.

Já no capítulo intitulado “Vacinas para Coqueluche e Rubéola: UMA BREVE CRONOLOGIA”, o material expõe em sua página 327 a possibilidade da Rubéola causar defeitos congênitos (não a vacina mas a enfermidade em si):

Norman McAlister Gregg, um oftalmologista australiano, observou depois de uma epidemia de rubéola que as mulheres que tiveram rubéola durante a gravidez parecem incomumente susceptíveis a darem à luz a crianças com catarata e outros defeitos de nascimento (Gregg, 1941). Ele encontra a confirmação de suas observações em uma pesquisa de outros médicos na Austrália. Os defeitos descritos incluem catarata, surdez, doença cardíaca congênita, microcefalia, paralisia cerebral e retardo mental. Relatos semelhantes de outros países se seguem. A Segunda Guerra Mundial interferiu com a investigação para acompanhar estas observações (Chase, 1982). Estudos do recenseamento australiano e registros de doenças mais tarde sugerem que os danos congênitos de rubéola, durante a gravidez, tinham ocorrido pelo menos 40 anos antes de serem reconhecidos (Burnet e Branco, 1972).

Atualmente várias pesquisas foram iniciadas tentando descobrir a relação do Zika vírus com os casos de microcefalia. Estranhamente o vírus já é conhecido há mais de 50 anos e nunca teve associação alguma com defeitos congênitos.

Referências:

4. Evidence Concerning Pertussis Vaccines and Central Nervous System Disorders, Including Infantile Spasms, Hypsarrhythmia, Aseptic Meningitis, and Encephalopathy

Adverse Effects of Pertussis and Rubella Vaccines *Pesquisa completa

Blog da Saúde – Ministério da Saúde

Advertisements
Standard

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s