Militar

Síria faria guerra contra possível intervenção turco-saudita

O presidente sírio Bashar al-Assad disse que o Exercito da Síria enfrentaria as tropas da Turquia e Arábia Saudita caso ocorra uma intervenção turco-saudita na Síria.

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Assad frisou que tanto a Turquia quanto a Arábia Saudita vivem sonhos imperialistas, lembrando que ambas têm como aliados Estados Unidos, Israel, Reino Unido e os países componentes da OTAN.

“É uma possibilidade que não pode ser descartada pela simples razão de que (o presidente turco, Recep Tayyip) Erdogan é alguém intolerante, radical e vive o sonho Otomano e o mesmo com a Arábia Saudita. No entanto, tal ação deles não seria fácil e que, muito provavelmente, você teria de enfrentar “, revelou Bashar al-Assad, em entrevista exclusiva à AFP na quinta-feira em Damasco, capital da Síria.

Na quinta-feira, 4 de fevereiro, o porta-voz militar da Arábia Saudita, o brigadeiro-general Ahmad al-Asiri, anunciou que seu país estava pronto para participar de qualquer operação terrestre liderada pelos Estados Unidos em solo sírio.

Por outro lado, o Irã, a Rússia e o próprio governo sírio alertaram sobre as consequências de uma incursão terrestre sobre a Síria sem o consentimento de Damasco. O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, advertiu neste sábado que a Síria vai ficar contra qualquer incursão terrestre em seu solo e enviará os agressores para suas respectivas casas em caixões.

Em outro ponto da entrevista, o presidente sírio rejeitou acusações das Nações Unidas (ONU) contra o seu governo por supostos crimes de guerra cometidos em suas operações de contraterrorismo.

A ONU acusou a Síria de atrocidades como o “extermínio” dos prisioneiros, mas Assad diz que tais queixas “obedecem a uma agenda política” e que “faltam provas.”

O presidente sírio expôs também que o principal objetivo das forças sírias é recuperar todos os territórios ocupados por grupos terroristas, mas reconhece que isso pode levar um longo tempo devido ao apoio de países como Turquia e Jordânia dado aos terroristas. Ressaltando que esses países são fortes aliados de Israel, Estados Unidos, Reino Unido e dos filiados a OTAN.

Sobre a situação atual da luta contra o terrorismo, Assad enfatiza que o principal objetivo da batalha em Aleppo é cortar linhas de armas e apoio logístico e de abastecimento que a Turquia dá aos grupos terroristas.

Primeiro-ministro de Israel acredita que a melhor solução para a Síria é a sua balcanização

Dia 22 de janeiro, o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, disse no Fórum Econômico Mundial, em Davos – Suíça, que a balcanização da Síria seria a melhor solução.

“Eu diria que a balcanização benigna, uma fragmentação benigna da Síria é o melhor que você poderia ter para começar”, disse Netanyahu.

Essas declarações só reforçam o pensamento do Ministro da Informação da Síria, Omran al-Zoubi, que em agosto de 2015 declarou que os terroristas islâmico que hoje levam o caos à Síria são mercenários pagos e as serviço de Israel.

“O povo sírio sofrem com a presença de grupos terroristas como Estado Islâmico (Daesh em árabe) e a Frente Al-Nusra (o ramo da Al-Qaeda na Síria), que são aliados e mercenários do regime sionista”, desabafou o Ministro sírio.

Rússia poderia usar armas atômicas para deter a invasão turco-saudita à Síria

Como a Turquia e a Arábia Saudita – a mando dos Estado Unidos – estariam próximas de iniciar uma intervenção por terra à Siria, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev advertiu que uma escalada do conflito poderia levar a uma guerra mundial.

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Durante uma entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Medvedev alertou para as consequências terríveis se os Estados Unidos e seus aliados abandonarem as negociações de paz na Síria em favor da implantação de forças terrestres.

“Todas as operações terrestres, via de regra, levam a guerras permanentes. Olhe o que está acontecendo no Afeganistão e uma série de outros países. Eu nem sequer mencionei a Líbia. Os americanos devem considerar – tanto o presidente dos Estados Unidos e os nossos parceiros árabes -.ou querem uma guerra permanente? Todos os lados devem se concentrar na implementação de negociações de paz. Temos de fazer com que todos se sentem à mesa de negociações, e nós podemos fazê-lo usando, entre outras coisas, as medidas que estão sendo implementadas pela Rússia, pelos norte-americanos, e até mesmo, com todas as reservas, os turcos, ao invés de dar início a mais uma guerra no mundo “, alertou Medvedev.

Para o primeiro-ministro russo, a expansão agressiva da OTAN perto das fronteiras da Rússia ou qualquer envolvimento direto por jogadores estrangeiros em nome da oposição síria só vai piorar a violência.

“Nós podem diferir em nossas opiniões de certos líderes políticos, mas não é uma razão boa o suficiente para começar a intervenção ou para incitar a agitação dentro do país.”

Moscou, desde o início, salientou a necessidade de apoiar o governo legítimo do Presidente Bashar al-Assad na luta contra o terrorismo. Trabalhando junto com o Exército Sírio, os ataques aéreos russos tiveram um grave impacto sobre o Estado Islâmico.

Medvedev ainda revelou algumas conversas de bastidores e pediu a união de forças no combate ao terrorismo.

“Ou seja, houveram algumas reuniões, conversas telefônicas ocasionais e contatos entre as nossas forças armadas. Mas nesta situação, devemos criar uma aliança em larga escala para combater este mal “, pediu Medvedev.

Para ele a União Europeia deve “construir pontes” entre as comunidades religiosas. O primeiro-ministro também criticou a manipulação da Europa da crise migrante. O continente enfrenta um aumento do risco de ataques terroristas por causa de sua decisão de abrir suas fronteiras, e isso só destaca a necessidade de cooperação internacional contra o terrorismo.

“Algumas dessas pessoas – e não é apenas a alguns indivíduos estranhos ou canalhas, mas centenas e possivelmente milhares – estão entrando Europa como potenciais bombas-relógio e eles vão cumprir as suas missões como robôs quando forem instruídos”, explicou.

“Nós não estamos tentando dominar o mundo ou impor os nossos regulamentos sobre o mundo, embora nós somos acusados ​​regularmente de ter tais ambições. Isso não é assim – somos um povo pragmático que percebem que ninguém pode assumir a responsabilidade por todo o mundo, nem mesmo os Estados Unidos da América.”, finalizou Medvedev.

É inegável que a parceria da Rússia com a Síria está sendo um verdadeiro sucesso em extirpar os terroristas do Estado Islâmico da região e que há fortes interesses do bloco formado por Israel-EUA-Reino Unido em ter controle da região, devido a rotas comerciais, recursos naturais, ponto estratégico, além do desejo dos sionistas de criarem a Grande Israel – um estado sionista que iria do Nilo ao Eufrates. Por outro lado há a Rússia que enxerga na Síria sua única saída para o Mediterrâneo e caso venha a perder influência naquela região viria a ficar cercada.

Desde o seu início, em março de 2011, a crise síria já causou a morte de pelo menos 260 mil pessoas, a maioria civis, de acordo com estatísticas do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), com base em Londres.

Referências:

HispanTV

Veterans Today

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