Moral

Juri do Texas acusa investigadores por vídeos contra Planned Parenthood

O grande júri do Texas acusou os ativistas anti-aborto, que gravaram pessoas da Planned Parenthood comercializando partes corporais de bebês abortados, de adulteração de registro governamental, além de indiciar um dos investigadores por delito relacionados a supor a venda de órgãos por parta da Planned Parenthood. A alegação foi que houve uma operação encoberta, gravada em vídeo, destinada a revelar que a Planned Parenthood lucrou ilegalmente com a venda de tecido fetal “doado”, e as investigações teriam descoberto que os que fizeram aborto não tinham feito nada de errado ou fora da lei.

O grande júri em Harris County indiciou David Daleiden e Sandra Merritt, os dois investigadores por trás dos vídeos que foram feitos para expor como a Planned Parenthood tratava tecido fetal em suas clínicas.

“Milhares de horas de vídeo” foram secretamente filmadas e depois editadas antes da publicação pelo Centro para o Progresso Médico, em julho. Eles mostram a equipe do Planned Parenthood discutindo a venda ilegal e a aquisição de fetos e suas partes corporais.

Na segunda-feira, o grande júri em Harris County colocou um fim na investigação controversa. O juri, incrivelmente, não encontrou nenhuma irregularidade por parte da Planned Parenthood localizada na Costa do Golfo, mas acusou tanto David Daleiden, o fundador do Centro para o Progresso Médico, e Sandra Merritt por adulteração de registro governamental – crime passível com pena máxima de 20 anos de prisão. Daleiden também foi indiciado por delito relacionado a julgar haver compra de órgãos humanos.

“Fomos chamados para investigar alegações de conduta criminosa por Planned Parenthood da Costa do Golfo”, disse Attorney Devon Anderson do distrito de Harrys County. “Como eu disse no início desta investigação, temos de ir para onde a evidência nos leva. Todas as provas descobertas no curso desta investigação foram apresentadas ao júri. ”

Em seu comunicado anunciando a acusação, Anderson, estranhamente, não deu detalhes sobre qual gravação ou gravações haviam sido supostamente adulteradas, ou por que os dois ativistas foram indiciados absurdamente por acusações relacionadas com o comércio de órgãos humanos.

Daleiden, um dos acusados emitiu um comunicado igualando seus atos com “técnicas de disfarces” usadas para jornalismo investigativo. “Nós respeitamos os processos da Harris County District de Attorney, e note que a compra de tecido fetal requer um vendedor”, disse ele, ressaltando que eles estavam seguindo todas as leis aplicáveis.

A Planned Parenthood, dita a maior provedora de “saúde reprodutiva” nos EUA, saudou as acusações ocorridas segunda (25) como mais uma vitória.

“Isso é absolutamente uma grande notícia porque é uma demonstração do que Planned Parenthood tem dito desde o início: Nós seguimos todas as leis e regulamentação e esses ativistas anti-aborto quebraram várias leis para tentar espalhar mentiras”, disse a porta-voz Rochelle Tafolla da Planned Parenthood Gulf Coast.

A prestadora de “cuidados a saúde” também ressaltou que, desde o lançamento dos vídeos, 11 investigações estaduais tinham limpando a barra da organização das acusações sobre a Planned Parenthood ter lucrado com o comércio ilegal de tecidos fetais.

“Essas pessoas quebraram a lei para espalhar mentiras maliciosas sobre a Planned Parenthood, a fim de avançar a sua agenda política extrema anti-aborto. Quando a poeira abaixa a verdade vem à tona, e se tornou totalmente claro que as únicas pessoas que se envolveram em transgressões são os criminosos por trás dessa fraude, e estamos contentes por que eles estão sendo responsabilizados “, Eric Ferrero, porta-voz da Planned Parenthood Federation of America, falou em um comunicado.

A Planned Parenthood lançou uma ação judicial contra os “extremistas anti-aborto” Daleiden e Merritt na semana passada acusando-os de envolvimento em atividades criminosas “complexas”, incluindo gravação ilegal, invasão de privacidade, e registrar identidades falsas para “defraudar” e manchar o nome da Planned Parenthood.

Os apoiadores de aborto e defensores da organização têm dito repetidamente que os vídeos promovem um aumento da violência contra as clínicas, incluindo o tiroteio mortal em uma clínica do Colorado, da Planned Parenthood, em novembro.
O suspeito nesse caso, Robert Lewis Caro, alegou que ele era um “guerreiro para os bebês”, quando ele matou três e feriu outros nove.

Nos Estados Unidos, já ficou claro que o comércio de órgãos e outras partes de crianças abortadas se tornou atividade legal, inclusive defendida por força de lei. Para aqueles que desejam tirar suas próprias conclusões, o Panorama Livre compilou todos os vídeos produzidos sobre a Planned Parenthood na postagem: Dossiê Aborto – Planned Parenthood e a venda de órgãos e partes de bebês assassinados.

Não é de hoje que o governo americano incentiva ou acoberta políticas relacionadas ao aborto. Muitas entidades que fomentam o aborto foram criadas e financiadas com impostos de cidadãos americanos. Além de gozarem de financiamento público as instituições abortistas ainda sobrevivem criando números mentirosos, partindo de dados falsificados, que já foram usados inclusive pelo governo americano como bem denunciou brilhantemente a especialista em saúde pública Isabela Mantovani ao Senado:

 Referência: RT América

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