Sociedade

Caso de abuso sexual em paróquia da Filadélfia foi uma grande farsa

Um famoso caso de abuso sexual envolvendo sacerdotes católicos transformou-se em uma grande farsa, podendo ser considerado um embuste colossal.  O caso se deu na Filadélfia – Virgínia, em 2011.

Trata-se das denúncias de Daniel Gallagher que afirmou que enquanto servia como um auxiliar de altar, nos tempos de quinta e sexta série, foi submetido a estupros e outros abusos por dois padres e um professor da escola católica – tudo isso na paróquia de Saint Jerome’s, na Filadélfia. Sua história foi preenchida com detalhes escabrosos, como ter sido sodomizado por cinco pessoas, ser ‘estuprado’ imediatamente depois da Missa, e ser forçado a beber vinho da comunhão até que ficasse bêbado.

Suas alegações além de destruírem reputações, também levaram a prisão de quatro homens, entre eles o sacerdote Charles Engelhardt, que morreu em 2014, defendendo sua inocência até o fim. A ação de Gallagher contra a arquidiocese da Filadélfia atingiu o valor de U$ 5 milhões.

 

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A revelação da farsa

Tudo começa quando o Dr. Stephen Mechanick, um psicólogo forense, é intimado a realizar uma avaliação psicológica de Gallagher, em outubro de 2015, como parte de outras ações que ele estava investigando, quando encontrou razão para duvidar de quase todas as suas reivindicações.

Após uma avaliação cuidadosa do prontuário do sujeito recolhidas a partir de 28 diferentes instalações de reabilitação de drogas, hospitais, médicos e conselheiros de drogas visitados por Gallagher, o psiquiatra escreveu que Gallagher admitiu que “nem sempre estava sendo honesto com seus prestadores de serviços médicos.”

Gallagher também havia fornecido “informações conflitantes e pouco confiáveis” sobre seu histórico de abuso sexual, bem como “informações conflitantes e pouco confiáveis” sobre as especificidades dos supostos ataques dos dois sacerdotes e do professor.

O Dr. Mechanick relatou – “Não é possível concluir a um grau razoável de certeza psiquiátrico ou psicológico que o Sr. Gallagher foi abusada sexualmente quando criança”.

O psiquiatra não é a única pessoa profundamente cética em relação a Gallagher e suas estórias. O detetive que liderou a investigação do procurador do distrito de Filadélfia sobre as alegações de Gallagher contra os sacerdotes e professores também tem algumas dúvidas perturbadoras. Em um depoimento confidencial obtido pela Newsweek, pediram ao detetive aposentado Joseph Walsh, em 29 de Janeiro de 2015, para apontar cerca de nove discrepâncias factuais significativas na história de Gallagher – então o detetive testemunhou que quando ele questionou Gallagher sobre essas discrepâncias, Gallagher ficou quieto e não disse nada. Ou alegou que ele estava sob efeito de drogas no momento. Ou contou uma história diferente.

Pouco depois do Dr. Mechanick produzir seu relatório (que foi inicialmente confidencial, mas entrou na posse da Newsweek), Gallagher e seus advogados abandonaram suas ações remanescentes.

O pior é que na matéria da revista Rolling Stones que denunciava os “abusos” sofridos por Gallagher, a autora Sabrina Rubin Erdely descrevia o mentiroso compulsivo Daniel Gallagher como “um garoto doce, gentil com boa aparência de menino.” Felizmente a matéria de 2011 que denunciava os sacerdotes da Igreja tendo como base mentiras, hoje recebe inúmeros comentários desmentindo a farsa.

Os relatos não batem

Quando Gallagher relatou pela primeira vez o seu abuso para dois assistentes sociais da Arquidiocese da Filadélfia, em 30 de janeiro de 2009, Gallagher alegou que Engelhardt o tinha abordado após uma missa as 6:30 da manhã. Ele disse que o padre o perverteu com vinho sacramental e, em seguida, foi estuprado pelo ânus em um local com as portas trancadas na sacristia da igreja em um ataque brutal que durou de 07:00 da manhã até o meio-dia. Após o estupro, Gallagher afirmou que o padre o ameaçou dizendo: “se você contar a alguém, eu vou te matar.” Mas Gallagher disse ao Dr. Mechanick uma história diferente, a mesma que ele disse ao grande júri na corte criminal – que ele e o sacerdote haviam praticado masturbação mútua e sexo oral. Algo bem longe das cinco horas de estupro e da ameaça de morte de Engelhardt. Gallagher disse aos dois assistentes sociais da arquidiocese que, no segundo ataque Avery “lhe deu um soco na parte de trás da cabeça, e ele caiu.” Quando acordou “ele estava completamente nu, e suas mãos estavam atadas com cintos.” Gallagher afirmou então que o sacerdote estuprou ele, bateu-lhe na cara e o “fez sugar todo o sangue de seu pênis.” Quando este ataque acabou, Gallagher disse que o padre o ameaçou dizendo que se ele dissesse a alguém, o sacerdote iria “enforcá-lo a partir de suas bolas e matá-lo lentamente.” Mas quando Gallagher falou com a polícia e testemunhou perante o júri, ele deixou passar o “soco na cabeça”, bem como as afirmações sobre ter sido amarrado com faixas do altar, o golpe no rosto e ser forçado a sugar o sangue. Ele também omitiu a ameaça do padre para “enforcá-lo a partir de suas bolas.” Quando confrontado em tribunal com essas discrepâncias, Gallagher declarou que ele estava sob efeito de drogas e “basicamente em um estado semi-comatoso” e sobre o que falou com os dois assistentes sociais, não lembra o que disse a eles.

Apesar das lacunas em seu conto e suas historinhas, Gallagher é agora um homem rico, enquanto aqueles quem acusou estão enterrados ou atrás das grades.

Referências: Daily CallerCrux Now e Newsweek

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