Mídia

300, 6 mil e 100 mil – O lapso do jornalismo brasileiro

Vejam como é o jornalismo brasileiro: 300 pessoas fazem uma ação, 6 mil são expropriadas e 100 mil participam de um exercício militar. O que vira notícia, com destaque nacional, recebendo ampla divulgação?
O movimento realizado por 300 pessoas. Sim, o assunto do dia foi a ação de 300 pessoas, que se reuniram em frente a sede do partido, do candidato a presidência da republica, Levy Fidelix para protestar com um “beijaço” contra sua visão sobre o movimento gay.

Provavelmente você ficou sabendo sobre esses 300 manifestantes e agora mesmo deve se perguntar: “quem são os 6 mil e os 100 mil os quais vocês se referiu?”

Se você não conseguiu identificar a quem me refiro, é sinal que a tal mídia brasileira não quer que você seja informado sobre os 6 mil cidadãos expropriados, no município maranhense de São João do Caru, em dezembro do ano passado, e muito menos sobre os 100 mil soldados russos que participaram de um exercício militar, na costa da Sibéria, neste último dia 29.

Se nem superficialmente você ficou sabendo desses últimos dois fatos que, convenhamos, são muito mais importantes que a reunião de 300 beijoqueiros é porque talvez você seja alvo de uma engenharia social gigante. Os grupos classificados como “minorias” e que normalmente se consideram indefesos e renegados pela mídia, na verdade, como visto nas linhas anteriores, têm muito mais apoio midiático que assuntos realmente relevantes.

Comecemos pelos 6 mil expropriados de São João do Caru. Nesse município que vive basicamente de agricultura familiar, 1.200 famílias perderam suas terras para demarcações indígenas. Os 33 indígenas, que ocuparão a antiga área dos 6 mil camponeses, receberão apoio e serão supervisionados pela ONG Survival International a qual é ligada diretamente a uma elite composta por famílias reais europeias e banqueiros judeus (Comitê dos 300). A mesma elite que apoia a candidata Marina Silva e que também tem ligações com, seus concorrentes diretos, Dilma Rousseff e Aécio Neves. O detalhe interessante é que a terra tem uma farta jazida de ouro.

Obviamente trata-se de mais um golpe contra a soberania do Brasil e um saque monstruoso as custas de cidadãos humildes e etnias nativas que são usadas e tratadas como animais incapazes.

Golpe esse que Vladimir Putin, da Rússia, não deseja sofrer. Putin com seus projetos euro asiáticos declarou guerra total a essa elite anglo-americana. Não a toa os exercícios militares já são uma prática habitual do cotidiano russo. E quando a operação de treinamento chega a 100 mil homens, é sinal que o chefão não está para brincadeira.

Financeiramente, Putin apoia a venda do petróleo em outra moeda que não o dólar, se juntou com os países do BRICS e formou um banco independente e concorrente do FMI, BID e Banco Mundial. Culturalmente Putin também faz frente aos interesses do Comitê dos 300: podou a causa gay na Rússia, onde afirma que não vai permitir a propaganda e disseminação de material que apoie a causa e proibiu o casamento homoafetivo. Enquadrou os radicais ambientalistas do Greenpeace, prendendo vários ativistas, além de no passado já ter perseguido magnatas russos ligados a Londres. Lembrando que todas as causas pseudo progressistas como o feminismo, ambientalismo, causa gay, causa negra, indígena, aborto, são financiadas pelos grupo oligárquico já citado oponente a Putin. Por fim, Putin também se prepara militarmente pois a Rússia se opõe as ações ocidentais no Oriente Médio de tentar derrubar Bashar Al Assad, na Síria, para a criação de uma grande Israel. Já ficou nítido que o Estado Islâmico, usado como subterfúgio para uma intervenção na Síria é uma criação da CIA com a Mossad e que, a lá a Al Qaeda, é usado para diversos fins de domínio imperialista. Não podendo-se omitir que o líder do Estado Islâmico, o califa Abu Bakr Al-Baghdadi, é judeu e agente da Mossad (Eliot Shimon). Além do Oriente Médio, Putin também esteve atento a derrubada do presidente Ucraniano Yanukovich. Percebendo a manobra de tirar a Ucrânia de uma aliança política, com a Rússia, para colocá-la na zona do Euro, o líder russo tomou de volta a Crimeia, ponto estratégico em uma possível guerra, no Mar Negro.

Em um mundo onde tudo se interliga, e a causa apoiada por 300 é ligada a uma elite que expropriou 6 mil e que possivelmente será combatida pelos 100 mil que estavam em exercício militar, talvez a grande imprensa brasileira prefira manter 200 milhões de pessoas pensando através do aparelho excretor.

Clipping:
Em SP, 300 participam de ‘beijaço’ contra declarações homofóbicas de Levy Fidelix
São João do Caru: Famílias têm 40 dias para deixar suas terras
RÚSSIA TESTA 100.000 SOLDADOS EM VOSTOK-14 EM MAIORES EXERCÍCIOS DESDE A URSS NO ÁRTICO!
RÚSSIA AMEAÇA EUA, CASO ATAQUE ASSAD. ANUNCIADA A AQUISIÇÃO DE NAVIOS DE GUERRA. UNIÃO ECONÔMICA DA EURÁSIA É APROVADA!

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